Sentimento económico com novos máximos na zona euro

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O sentimento económico acelerou, em Dezembro, para os 116,0 pontos na zona euro e os 115,9 na União Europeia (UE), atingindo os níveis mais altos desde outubro e agosto de 2000, respectivamente, segundo a Comissão Europeia.

 Na zona euro, o sentimento económico cresceu em Dezembro 1,4 pontos face a Novembro (para os 116,0) e 1,6 pontos na UE (para os 115,9), mantendo uma tendência de aceleração desde o outono de 2016.

 De acordo com dados da Direcção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia, nos 19 países da moeda única, a subida do indicador resultou da melhoria da confiança nos sectores dos serviços, comércio de retalho e construção.

 Entre as cinco maiores economias da zona euro, o indicador subiu em França (2,3 pontos), na Alemanha (1,6) e na Holanda (0,7), manteve-se estável em Itália e recuou em Espanha (-0,8 pontos).

 Nas duas maiores economias fora da zona euro, o sentimento económico subiu no Reino Unido (3,6 pontos) e na Polónia (1,2).

 

* Desemprego na zona euro cai para 8,7%

 

 A taxa de desemprego anual baixou, em Novembro último, para os 8,7% na zona euro e os 7,3% na União Europeia, valores que não se registavam desde Janeiro de 2009 e Outubro de 2008, respectivamente, segundo o Eurostat.

 Na zona euro, os 8,7% de Novembro comparam-se com os 8,8% de Outubro e os 9,8% do mês homólogo de 2016 e na União Europeia, o desemprego recuou para os 7,3%, face aos 7,4% de Outubro de 2017 e aos 8,3% homólogos.

 Segundo o gabinete de estatísticas da UE, Portugal teve a segunda maior quebra homóloga no desemprego (de 10,5% para 8,2% entre Novembro de 2016 e Novembro de 2017), depois da Grécia (de 23,2% para 20,5%, segundo dados de Setembro) e seguido da Croácia (de 12,5% para 10,4%) e de Chipre (de 13,1% para 11,0%).

 As mais baixas taxas de desemprego anuais registaram-se, em Novembro, na República Checa (2,5%), em Malta e Alemanha (3,6% cada) e as mais altas na Grécia (20,5%, dados de Setembro) e Espanha (16,7%).

 O desemprego jovem foi de 18,2% na zona euro, abaixo dos 20,5% homólogos e dos 18,4% de Outubro, e de 16,2% na UE, face aos 18,2% de Novembro de 2016 e aos 16,4% na comparação em cadeia.

 As taxas mais baixas de desemprego entre as pessoas com menos de 25 anos registaram-se na República Checa (5,0%) e Alemanha (6,6%) e as mais elevadas na Grécia (39,5% em Setembro último), em Espanha (37,9%) em Itália (32,7%) e Portugal (23,7%).

 

* António Costa debate futuro da UE com eurodeputados em Março

 

 O primeiro-ministro português vai debater com o Parlamento Europeu (PE) o futuro da União Europeia (UE) durante a sessão plenária de Março, em Estrasburgo, confirmou à Lusa fonte do gabinete de António Costa.

 António Costa será, assim, o terceiro chefe de Estado e de Governo da UE a participar num ciclo de debates que o PE vai inaugurar na próxima semana, com o primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, segundo fonte parlamentar europeia.

 A sessão plenária de Março decorre entre os dias 12 e 15, em Estrasburgo, França.

 

* PE propõe eleições europeias entre 23 e 26 de maio de 2019

 

 O Parlamento Europeu (PE) vai propor aos Estados-membros que as próximas eleições europeias decorram entre os dias 23 e 26 de Maio de 2019, datas aprovadas pela Conferência de Presidentes, disse fonte parlamentar à Lusa.

 “A Conferência de Presidentes propôs que as próximas eleições europeias se realizem de 23 a 26 de Maio de 2019”, afirmou a mesma fonte, lembrando que “os Estados-Membros ainda têm de dar luz verde às datas”.

 Se a data for aprovada pelos 27 Estados-membros – recor-de-se que o Reino Unido tem o ‘divórcio’ marcado para 29 de Março de 2019, pelo que já não terá voto na matéria – as eleições servirão para escolher 700 deputados ao PE, 21 dos quais em Portugal.

 Em consequência do ‘Brexit’ – e de acordo com um relatório de que é co-relator o eurodeputado Pedro Silva Pereira (PS) -, o número total de deputados será reduzido de 751 para 700, havendo uma redistribuição de 22 dos 73 lugares agora ocupados pelo Reino Unido.

 O relatório sobre a futura composição do PE de que é co-relator Pedro Silva Pereira, deve ser votado na Comissão dos Assuntos Constitucionais no dia 23 de janeiro e ir a plenário em Fevereiro, em Estrasburgo, França.

 A França e a Espanha estão entre os Estados-membros que deverão receber mais assentos e Portugal deverá manter os 21 deputados europeus, segundo o relatório que até aprovação final está sujeito a alterações.

 

* Banco Mundial revê em alta crescimento global para 3,1% em 2018

 

 O Banco Mundial (BM) reviu na semana passada em alta as estimativas de crescimento global para 3,1% em 2018.

 A revisão em alta face à estimativa de crescimento de 2,8% em 2018 calculada anteriormente é impulsionada por uma actividade económica superior à prevista em 2017, que cresceu 3% contra 2,7% antecipado há seis meses, indica o relatório semestral “Perspectivas Económicas Globais” do BM.

 “O crescimento mundial é mais forte do que o que tínhamos previsto”, declarou terça-feira à agência AFP Ayhan Kose, economista do Banco Mundial, que sublinhou que o aumento afectará todas as regiões do mundo, a começar pelos “três grandes”: Estados Unidos, Zona Euro e Japão.

 Segundo as novas estimativas, em 2018 os Estados Unidos deverão acelerar o crescimento económico para 2,5%, contra os 2,2% estimados em Junho, e o Produto Interno Bruto (PIB) da Zona Euro deverá crescer 2,1% e o do Japão 1,3%.

 Os dois grandes países emergentes Brasil e Rússia, que em 2017 retomaram o crescimento (1,7% e 1%) depois de dois anos de recessão, deverão continuar a recuperar com estimativas de aumentos do PIB de 1,7% e 2% em 2018, respectivamente.

 A China deverá continuar a sua “desaceleração estrutural”, mas a crescer mais de 6%, com um aumento estimado de 6,4% em 2018 e de 6,3% em 2019, adianta o documento.

 Por outro lado, a América Latina vai acelerar o crescimento para 2% em 2018, depois de ter atingido 0,9% em 2017, graças ao impulso do Brasil, que se expandirá 2%, da Argentina, que crescerá 3%, e do México, que avançará 2,1%, todas estas economias com crescimentos acima dos verificados em 2017.

 O relatório da principal instituição de desenvolvimento global sustentou que 2018 está a caminho de ser o primeiro ano desde a crise financeira no qual a economia global está a operar “em plena capacidade”.

 Assim, o BM sublinha que as autoridades devem olhar “mais além” da política monetária e fiscal e adoptar reformas que impulsem a produtividade, entre as quais recomendou as destinadas a melhorar a educação e a saúde de qualidade, e a rede de infraestruturas nos países em desenvolvimento.

 O crescimento mundial é sustentado pelo investimento, o sector industrial e as trocas comerciais enquanto os países exportadores de matérias primas beneficiarão de uma estabilização dos preços destes produtos, explica o Banco Mundial.

 “A retomada do crescimento mundial é encorajadora, mas o tempo não é para a auto satisfação”, avisa contudo o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim.

 O Banco Mundial considera que uma “mudança abrupta” das condições financeiras mundiais pode comprometer o crescimento e defende por outro lado que “a intensificação das restrições comerciais e o aumento das tensões geopolíticas poderia minar a confiança e a actividade” económica.

 Estes comentários visam implicitamente a política comercial da administração Trump face à China nomeadamente bem como as tensões exacerbadas entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte