Selecção portuguesa mesmo desinspirada assegurou ‘passaporte’ para o Euro de Sub-21

0
90

  A selecção portuguesa de futebol de sub-21 assegurou no domingo a qualificação para o Europeu de 2021, ao bater a congénere de Chipre com uma vitória sofrida, com reviravolta no marcador do jogo do Grupo 7 de apuramento.

  No Estádio Municipal da Bela Vista, em Parchal, a equipa cipriota abriu cedo o marcador, por Arty-matas, aos dois minutos, mas Portugal, apesar de uma exibição algo desinspirada, acabou por virar o resultado, com golos de Gedson Fernandes, de grande penalidade, a fechar a primeira parte (45+1), e Diogo Queirós (68).

A equipa portuguesa garantiu, assim, o apuramento para a competição a disputar na Hungria e na Eslovénia, em 2021, como, pelo menos, uma das cinco melhores segundas classificadas da fase de qualificação.

  No Grupo 7, Portugal soma agora 24 pontos, menos três do que o líder Países Baixos, que defronta em Portimão na quarta-feira, precisando de vencer por mais de dois golos de diferença para chegar ao primeiro lugar, ‘anulando’ a derrota (4-2) em solo holandês.

  Face à vitória de quinta-feira sobre a Bielor-rússia (3-0), em Portimão, o seleccionador portu-guês, Rui Jorge, fez apenas duas mudanças no ‘onze’, chamando à titularidade Thierry Correia e Rafael Leão, para os lugares de Diogo Dalot e Fábio Vieira.

  Os cipriotas, penúltimos classificados do grupo, surpreenderam a equipa portuguesa logo ao segundo minuto da partida: Satsias marcou um livre da esquerda e o central Artymatas subiu mais alto do que os defesas lusos para cabecear com sucesso.

  Se já se esperava um Portugal em modo ofensivo a partir do apito inicial, o golo madrugador de Chipre só agravou a necessidade de a equipa de Rui Jorge ganhar ascendente em busca da vitória.

  Nos lances de maior perigo, aos 17 minutos, Diogo Queirós cabeceou ao poste, após um canto de Vítor Ferreira, e, pouco depois, aos 24, Rafael Leão rematou para grande defesa do guardião cipriota.

  No primeiro minuto de ‘descontos’ da primeira metade, Portugal chegou à igualdade, depois de Thierry Correia ter sofrido grande penalidade: Gedson Fernandes converteu o castigo máximo, Paraskevas ainda defendeu, mas deixou a bola escapar-se para dentro da baliza.

  Logo depois, ainda antes do intervalo, a equipa portuguesa podia ter virado o resultado, mas Paraskevas opôs-se, desta vez com sucesso, aos remates de Jota e Rafael Leão.

  Já na segunda metade, manteve-se o panorama de domínio português, mas de forma desinspirada e pouco dinâmica, acabando por ser um lance de bola parada a desequilibrar o marcador para Portugal, aos 68 minutos.

  Na sequência de um canto cobrado por Vítor Ferreira, Florentino desviou ao primeiro poste e o central Diogo Queirós surgiu ao segundo a cabecear para a baliza cipriota, selando a reviravolta na partida.

  Até ao apito final, os portugueses controlaram a magra vantagem, mas, já nos descontos, Gedson poderia ter aumentado a diferença em duas ocasiões, mas atirou ao lado (90+2 minutos) e contra o guardião adversário (90+4).