Selecção de Hóquei em Patins da África do Sul sagrou-se Campeã do Mundo

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Selecção de Hóquei em Patins da África do Sul sagrou-se Campeã do Mundo

A Selecção de Hóquei em Patins da África do Sul sagrou-se Campeã do Mundo da modalidade, na competição que  se disputou no Uruguai. Não foi uma tarefa fácil. Pois primeiro teve que vencer o seu Grupo, que contava com o Egipto, o México, o Uruguai e a representação da Inglaterra.

 Aliás ainda na fase de Grupos teve de se bater com os ingleses para a conquista do primeiro lugar do Grupo.

 A partida foi de parada e resposta e terminou num empate a 3-3.

 Foi necessário recorrer a um prolongamento com o “golo de ouro” a defenir o vencedor – que por sinal foi a Selecção sul-africana.

 No entanto a conquista deste título deve-se ao trabalho de equipa, em que estão envolvidos os dirigentes que aproveitam as horas de descanso para se dedicarem ao hóquei patinado.

 Começámos por falar com Joaquim Coimbra, presidente da Federação de Hóquei em Patins da África do Sul que não escondia a sua felicidade por este inovidável acontecimento desportivo.

 Joaquim Coimbra começou por nos dizer:

 “Quando partimos para o Uruguai eu e a minha equipa bem como os rapazes sabía-mos que desta vez estávamos preparados para conquistar o título de Campeão.

 É preciso ver que esta equipa, estes atletas estão em constante trabalho desde 2006.

 Creiam que tem sido um trabalho muito árduo da parte de todos – dos atletas, dos treinadores e dos dirigentes bem como do apoio dos familiares.

 A Selecção tem melhorado de ano para ano, pois em 2006 quando tudo começou ficámos na quinta posição.

 Desde essa altura existiu sempre a vontade de ir mais além e de progredir.

 Em 2008, o Mundial foi disputado na África do Sul e atingimos a quarta posição.

 Ficámos a um passo de passar ao escalão “A”.

 No ano de 2010, brilhantemente ficámos em segundo lugar na competição disputada na Áustria. Perdemos a final frente aos Estados Unidos mas ascendemos à classe “A”.

 Essa ascenção foi determinante para todos, pois serviu para demonstrar que estávamos no caminho certo.

 Embora tenhamos permanecido por apenas uma época entre os grandes do hóquei patinado mundial, sabíamos de antemão que iríamos regressar ao seu convívio e isso aconteceu agora em 2012 no Uruguai.

 Quero aproveitar esta oportunidade para felicitar em primeiro lugar os atletas, bem como aos treinadores, não esquecendo toda a minha equipa de dirigentes que tornaram possível tornar realidade aquilo que era apenas um sonho.”

 David de Sousa foi o director da Selecção que acompanhou de perto todos os trabalhos bem como esteve lá presente a dar o seu apoio aos atletas.

 Abordado pela nossa reportagem começou por nos dizer:

 “Estamos todos de parabens pela conquista do ceptro de Campeão Mundial de Hóquei em Patins,

 Foram seis anos de trabalho que tornou tudo possível.

 Principalmente este ano e no anterior, em que estivémos em Angola a participar no “Torneio Internacional Edu”, bem como as provas disputadas com Moçambique.

 Todos esses encontros nos deram não só a experiência mas o mais importante a auto-confiança de sabermos que podíamos fazer melhor. E o melhor foi a conquista do título.Estamos todos de para-bens.”

 O árbitro internacional Tony Correia que apitou neste Mundial era também um homem feliz.

 “Embora noutra área, arbitragem, eu tinha os olhos nos nossos rapazes.

 No jogo de estreia, frente ao México após a primeira vitória eu sabia que a África do Sul tinha valor para ser Campeã do Mundo.

 O encontro mais difícil julgo que foi frente à Inglaterra, que fazia parte do Grupo. Mas com o tal “golo de ouro” a nossa Selecção conquistou o primeiro lugar do Grupo.

 Seguiram-se os outros encontros e a Selecção da África do Sul conquistou o tí-tulo de Campeão do Mundo sem averbar derrotas. Só vitórias.

 Na final, voltou a sair a Inglaterra, mas os nossos rapazes com saber e arte ven-ceram os ingleses e trouxeram o troféu para a África do Sul. Estão todos de para-bens.”

 O dirigente Vitor Peleias não teve a oportunidade de acompanhar a Selecção. Ficou cá a sofrer e a receber as mensa-gens por SMS e os telefonemas.

 Mas foi com prazer que se deslocou ao aeroporto para dar as boas vindas aos cam-peões, acompanhado da Cândida Silva, dos pais e dos amigos dos atletas com as bandeiras do país  e da Federação. Começou por nos dizer:

 “Não foi surpresa, pois sabia de antemão que os nossos rapazes iam ganhar embora respeitasse os adversários.

 Isto serve de elemento catalizador para fazer ainda melhor.

 Tenho a certeza que desta vez não vai ser um “sobe e desce”.

 Os rapazes vão procurar manter-se entre os grandes do hóquei mundial.”

 Cláudio Araújo foi o capitão da Selecção Nacional da África do Sul. Como timoneiro da equipa disse-nos:

 “Não tenho, não encontro palavras para expressar o que me vai na alma. Foi algo que esperávamos, mercê do nosso trabalho de seis anos.

 Isto não se deve apenas aos atletas.

 Fomos todos que vencemos. Foram os dirigentes, os nossos treinadores e as nossas famílias, não esquecendo os adeptos.

 Só espero que a partir de agora possamos contar com  mais público nos nossos jogos.”

 E acredita que desta vez é para se manter entre os grandes?

 “Espero que sim, aliás tenho a certeza que nos vamos manter.

 Para o ano estaremos em Angola a disputar o Mundial entre os grandes do hóquei mundial.”

 Falando do Mundial que acabaram de conquistar?

 “As condições não eram as ideais, pois tinhamos de passar muitas horas no autocarro para nos levar ao estádio. Foi cansativo.

 Depois o calendário dos jogos. Tivémos que vencer a equipa anfitriã, a do Uruguai em condições adversas. Mas atingimos a vitória apesar de sentirmos o público contra nós e os árbitros de certa maneira coagidos. Na final vencemos outra vez a Inglaterra sem prolongamento.”