Sector da construção só tem trabalho até Março

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Sector da construção só tem trabalho até Março

A Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) foi a semana passada dizer ao primeiro-mnistro que o sector pode paralisar em março por falta de trabalho, colocando em risco 140 mil empregos.

 A audiência com Passos Coelho  surge numa altura em que o sector da construção e do imobiliário completou o décimo ano de crise, segundo a CPCI.
 Em declarações à Lusa, o presidente da Confederação, Reis Campos, disse que a cri-se do sector “pode atingir proporções insustentáveis” e afirmando que estão “140 mil postos de trabalho em risco”.

 O presidente da CPCI alertou para o facto de o sector poder parar a partir de março por falta de trabalho.
 “As empresas têm encomendas até março, depois disso não há trabalho”, disse, acrescentando que “não existe obra pública, obra particular, a habitação está estagnada” e a legislação da reabilitação e do arrendamento só começará a produzir efeitos em setembro.
 Reis Campos acrescentou que “houve Parcerias Público-Privadas (PPP) que ficaram de ser estudadas e obras públicas que ficaram por ser analisadas”.
 O presidente da CPCI sublinhou ainda o facto de “as empresas estarem actualmente quase na dependência total de uma banca que não ajuda”.
 Segundo dados da Confederação, desde 2007, já desapareceram 6.363 empresas de construção e, desde 2002 e até ao final do terceiro tri-mestre de 2011, o sector perdeu 245 mil empregos.

* Desemprego atinge 13,2%

 A taxa de desemprego em Portugal subiu novamente em novembro e bateu máximos históricos de acordo com os cálculos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), atingindo 13,2 por cento, a quarta pior entre estes países.
 De acordo com os dados  divulgados, a taxa de desemprego harmonizada de Portugal em novembro subiu de 13 para 13,2 por cento entre outubro e novembro. Esta já havia subido de forma semelhante em agosto e setembro, e entre setembro e outubro.

 Assim, a taxa de desemprego calculada para Portugal está a subir a um ritmo de 0,2 pontos percentuais há três meses consecutivos.
 Entre os 24 países (de um total de 34) sobre os quais a organização divulga dados mensais, Portugal surge como o quarto com a taxa de desemprego mais elevada.
 Pior que Portugal, só a Espanha, que tem o desemprego mais elevado de todos os países e com uma taxa bem superior à dos restantes, 22,9 por cento da população activa. Segue-se a Irlanda, com uma taxa de 14,6 por cento.