Santuário de Fátima encerra Centenário das Aparições com concerto a 13 de Outubro

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Santuário de Fátima encerra Centenário das Aparições com concerto a 13 de Outubro

O Santuário de Fátima anunciou na semana passada que encerra as celebrações do Centenário das Aparições, no dia 13 de outubro, com um concerto realizado pela Orquestra e pelo Coro Gulbenkian, dirigidos por Joana Carneiro.

 O concerto, que apresenta no seu alinhamento, entre outras, obras encomendadas aos compositores James MacMillan e Eurico Carrapatoso, realiza-se a partir das 18:30 na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

 Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, o Santuário diz que o concerto, que “integra a estreia absoluta das obras Salve Regina e The Sun Danced, de Eurico Carrapatoso e James MacMillan, respectivamente, terá transmissão em directo para o Recinto de Oração para que todos os peregrinos possam usufruir de mais este momento musical que celebra o Centenário das Aparições da Virgem aos três Pastorinhos”.

 “Este singular concerto conta ainda com a participação da soprano Elisabete Matos e integrará a sessão solene de encerramento do Centenário das Aparições de Fátima”, acrescenta.

 O Santuário recorda que a Orquestra Gulbenkian foi fundada em 1962 e que, “inicialmente composta por 12 músicos, conta hoje com um efectivo de 66 instrumentistas, número que pode ser aumentado de acordo com os programas”.

 “Desta feita, a orquestra será composta por 72 instrumentos. Esta flexibilidade permite-lhe tocar um amplo reportório que abrange os principais períodos da história da música, desde o Classicismo à Música Contemporânea. Já o Coro Gulbenkian, criado dois anos mais tarde, conta com uma formação sinfónica de 100 cantores, actuando igualmente em grupos vocais mais reduzidos, conforme a natureza das obras. Neste concerto será composto por 32 cantores”, lê-se na nota.

 Joana Carneiro, realça o Santuário, é a maestrina convidada da Orquestra Gulbenkian e directora artística do Estágio Gulbenkian para Orquestra.

 Em 2009 tornou-se directora musical da Sinfónica de Berkeley e em janeiro de 2014 foi nomeada maestrina principal da Orquestra Sinfónica Portuguesa.

 James MacMillan, por outro lado, “estudou música na Universidade de Edimburgo e doutorou-se em composição na Universidade de Durham, com John Casken”.

 Trabalhou como professor em Manchester e regressou depois à Escócia, onde se estabeleceu em Glasgow. No ano passado foi escolhido como compositor do ano pela Pittsburgh Symphony Orchestra.

 O trabalho que compôs para este concerto de encerramento das comemorações do Centenário parte de uma ‘investigação’ de campo feita durante maio de 2015.

 Na nota de imprensa, Mac Millan diz que “poder pensar com anos de antecedência sobre uma peça” é benéfico, porque as ideias se tornam “subliminares e subconscientes e como que trabalham subterraneamente”.

 “Eu acabo por escrever a música com uma grande preparação subconsciente. Por isso, a visita a Fátima foi vital”, declarou o compositor na altura em que visitou Fátima.

 James MacMillan, reconhecido pela expressão pública das suas convicções religiosas, é o autor da ópera "Inês de Castro", escrita por ocasião da Capital Europeia da Cultura 2001, no Porto.

 “Foi um dos 60 artistas convidados para a sessão de homenagem ao Papa emérito Bento XVI, pelos seus 60 anos de ordenação sacerdotal, que se completaram a 29 de junho de 2011”, recorda ainda o Santuário.

 Já Eurico Carrapatoso é licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

 Iniciou os estudos musicais em 1985 e foi aluno de composição de José Luís Borges Coelho, Fernando Lapa, Cândido Lima e Constança Capdeville, tendo concluído em 1993 o Curso Superior de Composição do Conservatório Nacional de Lisboa.

 “Foi assistente de História Económica e Social na Universidade Portucalense. Leccionou na área da composição em várias instituições, nomeadamente na Escola Superior de Música de Lisboa e na Academia Nacional Superior de Orquestra. Em maio de 2011 foi distinguido pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura com o Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes. Foi condecorado pelo Presidente da República com a Comenda da Ordem do Infante Dom Henrique em 10 de junho de 2004”, refere a nota.

 

*  Liturgia da Assunção de Maria no Santuário

 

 Feriado de Agosto, este mais universal e respeitado em Portugal, ocorreu no dia 15 quando o mundo católico celebrou a Assumpção de Nos-sa Senhora, a Páscoa de Maria, Mãe de Jesus Cristo.

 Presidindo à celebração da Missa da Solenidade litúrgica da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, afirmou que o amor de Maria pela humanidade "é muito mais do que um mero amor sentimental".

 Lembrando as palavras do Papa – "Temos Mãe!"- durante a sua peregrinação a Fátima em maio, D. António Marto lembrou que Maria "é crente e na fé se confiou e entregou totalmente a Deus para ser colaboradora no mistério da redenção" e, por isso, é um testemunho vivo para todos os cristãos que querem ser resposta aos desafios da sociedade de hoje.

 Continuou o Bispo: "Maria lá do Céu continua a exercer a sua maternidade e a sua solicitude materna para com os filhos que peregrinam na terra" e ainda destacou que, por estar no Céu, "não está longe de nós" porque "o Céu de Deus não está longe dos homens".

 E, acrescentou: "Ela está próxima de cada um de nós escutando-nos, intercedendo, advertindo, aconselhando, como mãe da esperança, da consolação e do bom conselho, assistindo-nos nas tribulações e dificuldades da vida e sobretudo nesse grande combate que atravessa a história, entre o bem e o mal, entre a vida e a morte".

 "É belo ter uma mãe assim! ", exclamou frisando como o exemplo de entrega de Maria deve ser um testemunho presente na vida de todos.