Saldo favorável a Portugal no comércio com África do Sul triplicou para quase 50 milhões

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Saldo favorável a Portugal no comércio com África do Sul triplicou para quase 50 milhões

O saldo favorável a Portugal nas trocas de bens com a África do Sul aumentou 270%, para 49,9 milhões de euros de janeiro a setembro deste ano, de acordo com os dados da AICEP.

 Segundo os números da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), disponibilizados, as exportações de bens portugueses para a África do Sul aumentou 66,2% entre janeiro e setembro deste ano, passando de 75 para 124,7 milhões de euros.

 Aliado a um abrandamento nas importações, que subiram 22%, de 61,7 para 75,4 milhões de euros, a balança comercial de bens melhorou, do ponto de vista português, quase 270%, passando de 13,3 milhões para 49,2 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano.

 O saldo que mede a diferença entre as exportações e as importações de bens confirma, assim, a trajetória visível nos dados desde, pelo menos, 2008. Nesse ano, a balança comercial era negativa para Portugal em mais de 255 milhões de euros, mas desde então tem estado sempre a melhorar, passando a positiva no ano passado, em quase 25 milhões de euros.

 A África do Sul é o 32º cliente de Portugal, com 0,35% das saídas de bens, e é o 50º fornecedor, enviando para Portugal apenas 0,18% do total que Portugal compra no estrangeiro.

 No que diz respeito aos serviços, o panorama mantém-se positivo para Portugal em mais de 15,2 milhões de euros. De janeiro a setembro, Portugal exportou serviços no valor de 50,6 milhões de euros, o que representa um aumento de 1,7% face aos 49,7 milhões exportado de Janeiro a Setembro de 2012.

 Em sentido inverso, Portugal importou o equivalente a 35,3 milhões de euros, subindo 7,5% face ao valor dos primeiros nove meses do ano passado: 32,9 milhões.

 Contas feitas, a balança comercial de serviços é favorável a Portugal em 15,2 milhões de euros, o que mostra, no entanto, uma quebra de 7,6% face ao período homólogo do ano passado.

 

* Empresas  portuguesas na  diáspora podem  ajudar o país a sair da crise – porta-voz PSD

 

 O porta-voz do PSD Marco António Costa elogiou as empresas portuguesas na diáspora, considerando que são “uma guarda avançada a abrir mercados para as exportações portuguesas” e que “podem ajudar o país a sair da crise”.

 O coordenador da Comissão Permanente do PSD falava durante um almoço com jovens quadros portugueses no Luxemburgo, um encontro integrado na visita que efectuou às comunidades neste país, e que prosseguiu no domingo em Paris.

 Marco António Costa, que na sexta-feira jantou com o vice-presidente do Partido Cristão-Social no Luxemburgo, Claude Wiseler, visitou empresas e associações portuguesas no país e almoçou com uma dezena de jovens quadros portugueses.

 “Há uma clara evidência de que os nossos quadros têm uma aceitação muito positiva pela comunidade local, e on-tem [sexta-feira] isso foi-me transmitido também num jantar privado com um responsável político do Luxemburgo. Há uma apreciação muito positiva dos luxemburgueses em relação à nossa comunidade, que é muito respeitada”, elogiou Marco António Costa.

 “Nós temos que ter um grande respeito pelas pessoas que procuraram um novo caminho para as suas vidas, e que criaram esta força enorme que é a nossa diáspora, que é uma preciosa ajuda na afirmação da nossa imagem externa”, acrescentou.

 O responsável partidário, que esteve acompanhado pelo deputado do PSD eleito pelo círculo da emigração da Europa, Carlos Gonçalves, visitou ainda a Santa Casa da Misericórdia e a Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL), e encontrou-se com militantes do partido.

 Ontem, domingo, Marco António Costa assistiu a uma missa em Paris em memória de Francisco Sá Carneiro, tendo ainda agendada uma visita à Missão Católica e um jantar com a Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa.