SAA defende contratação de guarda-costas para gestores de topo por R35m

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 A estatal sul-africana SAA (South African Airways) defendeu terça-feira a despesa de 35 milhões de randes na contratação de guarda-costas privados para proteger os gestores de topo da empresa

 Num informe ao Parlamento, na Cidade do Cabo, o director-geral da companhia área estatal nacional, Vuyani Jarana, disse perante o grupo parlamentar responsável pelas contas públicas que a contratação de serviços de segurança em regime de “outsourcing” é uma “resposta directa às ameaças dirigidas à nova direcção executiva que procura erradicar práticas de corrupção e má-gestão na empresa”.

 “Alguns dos executivos começaram a receber ameaças em Dezembro do ano passado quando iniciámos o processo de mudanças de acordo com o relatário. Estes actos foram comunicados respectivamente à polícia”, disse Jarana.

 “Na altura informei o conselho de administracção sobre a questão de risco e tendo em conta a situação [financeira] da empresa na altura, como os [baixos] níveis de confiança em termos de intenção e competência, julguei necessário tratar desta questão ao nível da administracção da empresa”.

 O gestor adiantou que adminstração da empresa decidiu instituir procedimentos por forma a “garantir a protecção dos seus executivos” de topo.

 Jarana disse que “os 35 mi-lhões pelo contrato de guarda-costas segurança de dois anos com a firma Control Risks é hipotético”, acrescentando que a notícia avançada pelo Sunday Times “pode comprometer o plano de segurança dos nossos executivos”.

 O CEO da companhia aérea estatal sul-africana negou depois a contratação dos guarda-costas por adjudicação directa e à custa da redução do quadro de pessoal. 

 “Não tem nada a ver com os depedimentos. Está relacionado com os relatórios forenses”, precisou Vuyani Jarana.