Rússia volta a pôr em marcha processo de privatizações

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Rússia A Rússia iniciou uma nova vaga de privatizações, depois de uma suspensão de quase uma década, encaixando 95 mil milhões de rublos (2,39 mil milhões de euros) com a venda de uma participação de dez por cento no banco estatal VTB.

 O Governo russo disse em comunicado que a oferta de venda da participação no VTB teve uma procura duas vezes superior, por parte de investidores domésticos e estrangeiros.
 A operação foi “a mais bem sucedida venda de acções no mercado russo” desde o início da crise financeira global, segundo as autoridades russas que, sem identificar os nomes dos novos maiores acionistas do VTB, referiram que “muitas grandes empresas dos Estados Unidos, Europa, Médio Oriente e Ásia investiram, pela primeira vez, verbas significativas na economia russa”.

 No ano passado, Moscovo anunciou um plano de privatizações com o objectivo de encaixar cerca de 60 mil milhões de dólares, uma mudança de política depois de uma década em que o Estado russo tem vindo a reforçar o controlo sobre a economia e sobre os maiores ativos estratégicos do país.
 “A venda da participação no VTB é um projecto piloto e um exemplo para todas as futuras privatizações”, disseram as autoridades russas, considerando a operação “mais um passo em frente no caminho da integração com as grandes empresas, para ajudar a fazer de Moscovo um centro financeiro global”.

 Segundo a agenda noticiosa estatal russa RIA Novosti, a seguradora italiana Generali e o fundo de investimento norte-americano TPG estiveram entre os principais investidores no VTB, investindo 300 milhões e 100 milhões de dólares, respetivamente.
 Esta foi também a primeira vez que o Governo russo contratou bancos de investimento estrangeiros – o Bank of America Merrill Lynch e o Deutsche Bank – para mediar a venda de activos.

 A Rússia, apesar das críticas dos investidores e dos economistas internacionais sobre os altos níveis de corrupção e sobre o papel pouco transparente do Estado na economia do país, tem vindo a esforçar-se para mostrar ao mundo a abertura ao investimento estrangeiro.
 O banco VTB deu entrada na bolsa em 2007, tendo sido uma das últimas grandes ofertas públicas iniciais no país, que foram depois suspensas no seguimento da crise financeira global.