Rui Patrício segura vitória sofrida do Sporting sobre o Nacional

0
44
Rui Patrício segura vitória sofrida do Sporting sobre o Nacional

O Sporting vence o Nacional por 1-0, na 12.ª jornada da Liga portuguesa de futebol, com as mãos de Rui Patrício e a falta de eficácia do avançado insular Rondón a garantirem uma vitória sofrida.

 A vantagem tangencial espelha bem as dificuldades que os “leões” sentiram para su-perar em casa um adversário que vendeu cara a derrota e demonstrou que o lugar que ocupa na classificação não corresponde à capacidade e potencial da equipa.
 Nem mesmo quando ficou reduzido a dez unidades, o Nacional quebrou animicamente ou deixou de procurar o empate, mantendo o Sporting, que até realizou globalmente uma boa exibição, intranquilo até ao derradeiro minuto.
 Os “leões” marcaram aos 22 minutos num lance de bola parada, concluído pelo "gi-gante" norte-americano Onyewu, mas não foi capaz de "matar o jogo" e de quebrar os níveis de confiança e motivação de um Nacional que nunca desistiu de procurar o golo.
 O Nacional, que se apresentou num 4x3x3, mostrou cedo as suas intenções, pela sua postura desde o primeiro minuto, descomplexada, afoita, sem medo de assumir a iniciativa e criando condições para um jogo aberto, veloz, com lances de parada e resposta e de perigo junto das duas balizas.
 O melhor elogio que se pode fazer à equipa insular foram as opções de Domingos Pa-ciência na segunda parte, à medida que o jogo caminhava para o fim, trocando sucessivamente três jogadores de características mais ofensivas (Carrillo, André Martins e Ca-pel) por outros três mais defensivos (Pereirinha, André Santos e árias).

 Na segunda parte o Nacional dispôs de duas ocasiões soberanas, aos 57 e 77 minutos, por Rondón, mas na primeira o avançado não dominou devidamente a bola e na segunda Rui Patrício fez a defesa que valeu dois pontos.
 A equipa insular protagonizou uma entrada forte no jogo, mas a partir dos 20 minutos o Sporting esteve "por cima", com realce para as acelerações e os desequilíbrios criados por Capel, que esteve na origem dos lances de maior perigo do ataque “leonino”.
 Faltou ao Sporting algum equilíbrio entre os dois flancos, visto que Carrillo mos-trou-se pouco consequente, pese embora o seu enorme talento, que emerge em certos momentos do jogo, mas aos quais não é capaz de dar continuidade pela sua "verdura".
 André Martins voltou a justificar a titularidade e Insúa confirmou o acerto da sua aquisição, mas ficou patente que a "manta" do Sporting é curta e que, quando Domin-gos tenta tapar a "cabeça", destapa os "pés".