Rio Ave consegue empate justo, frente ao Sporting

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Rio Ave consegue empate justo, frente ao Sporting

O Sporting cedeu um empate (1-1) caseiro frente ao Rio Ave, na quinta jornada da I Liga de futebol, num embate em que o árbitro Carlos Xistra não assinalou um penálti favorável aos “leões” na parte final.

 Depois de nas duas rondas anteriores terem inaugurado o marcador com golos irregulares de Freddy Montero, os “leões” podem-se lamentar, desta vez, de uma mão na bola de Marcelo não assinalada, aos 75 minutos, depois de um remate de Adrien.

 Apesar deste lance, o Sporting não justificou a vitória ao longo dos 90 minutos, durante os quais o Rio Ave voltou a ser a "besta negra" dos “leões”, que haviam derrotado nos três jogos realizados na época passada.

 O treinador do Rio Ave, Nuno Espírito Santo, teve grande mérito na forma como "travou" a equipa do Sporting, e os seus jogadores pela forma como interpretaram a estratégia do seu treinador.

 O Rio Ave dispôs-se num 4x4x1x1, com duas linhas defensivas que formaram um autêntico "muro de betão" onde esbarraram todas as iniciativas atacantes do Spor-ting, cujas fragilidades emergiram face a um adversário que teve o mérito de as fazer realçar.

 O treinador do Rio Ave apostou na neutralização do médio mais criativo dos leões, André Martins e no jogo dos corredores, bloqueando as subidas dos dois laterais, em particular Jefferson, por Ukra, mas também Cedric por Braga no lado oposto.

 Secada a fonte de criatividade do meio-campo leonino, e o seu jogo pelos corredores, o Rio Ave cortou as linhas de abastecimento ao trio atacante, Capel, Wilson Eduardo e Montero, a quem a bola raramente chegou, e quando chegava não era nas melhores condições. O Sporting teve dois pontapés de canto na primeira parte, o segundo já em período de compensações.

  Esse, de resto, foi um dos problemas do Sporting,  além do facto de os três homens da frente terem recuado poucas vezes em busca da bola para mitigar esse problema.

 Capel é um jogador que faz isso muito bem, e que cria desequilíbrios quando faz a rotação e parte em velocidade com a bola dominada para a baliza adversária, mas fê-lo muito poucas vezes e quando o fez não esteve inspirado, acabando por sair lesionado.

 O Sporting só chegou ao intervalo a vencer graças a uma falha do guarda-redes Salin, que fez duas asneiras no mesmo lance, ao sair da baliza quando não tinha de o fazer e ao não afastar a bola o suficiente. Soava a injusta a desvantagem no marcador para o Rio Ave ao intervalo .

 É então que Leonardo Jardim, aos 60 minutos, sentindo que a vitória estava em risco, decide assumir a defesa do resultado, ao sacrificar Wilson Eduardo por Rinaudo. A intenção era clara: tentar travar o caudal do Rio Ave, jogar mais na contenção e na posse de bola.

 Mas, três minutos depois o Rio Ave fez o 1-1, que punha, finalmente, alguma justiça no marcador, aos 72 minutos, por Tarantini, na sequência de um livre, em que a defesa leonina foi, mais uma vez, apanhada desconcentrada.

O golo do Rio Ave teve o condão de soltar o “leão”. Os jogadores do Sporting libertaram-se das amarras, reagiram com espírito guerreiro, pressionaram no último terço do meio-campo adversário, mas não conseguiram voltar à vantagem.

A equipa de Vila do Conde, com o pássaro na mão, não o deixou fugir. Nuno Espírito Santo só assumiu a defesa do ponto aos 82 minutos, quando trocou Diego Lopes por mais um central, Roderick.