Rio Ave “carimba” presença inédita nos “play-off” da Liga Europa

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Rio Ave

O Rio Ave, com um empate 0-0 na recepção ao IFK de Gotemburgo, em jogo da se-gunda mão da terceira pré-eliminatória da Liga Europa de futebol, confirmou a qualificação inédita para os "play-off" desta competição.

 Numa partida entre equipas que registam percursos bem diferentes – o IFK Gotemburgo contabiliza 18 títulos de campeão da Suécia e venceu a extinta Taça UEFA em 1981/82 e 1986/87, enquanto o Rio Ave assinalou neste encontro o seu segundo jogo oficial em competições europeias -, esteve melhor a equipa portuguesa.

 O treinador Pedro Martins decidiu manter o "onze" que tinha vencido, na Suécia, por 1-0, com um golo apontado por Hassan, enquanto o técnico dos escandinavos, Mikael Stahre, operou duas alterações face ao jogo da primeira mão: saiu o central Jónsson, para a entrada de Waehler, e Söder trocou de lugar com Smedberg-Dalance.

 Naquele que foi o seu pri-meiro jogo oficial desta época em casa, o Rio Ave esteve sempre por cima, mostrando ser mais insistente no ataque, mas também mais impaciente, o que fazia com que o IFK Gotemburgo apostasse mais em jogar no erro do adversário.

 Logo aos cinco minutos, o avançado venezuelano Del Valle, de longe, rematou à figura do guarda-redes sueco, pondo a nu que a receita estudada pelos vila-condenses para tranquilizar os níveis de ansiedade era marcar um golo cedo, uma vez que se es-perava que do outro lado estivesse uma formação disposta a tudo para protagonizar uma reviravolta na eliminatória.

 Mas, contrariando os temores dos vila-condenses, o primeiro e único remate do IFK Gotemburgo até ao intervalo só surgiu aos 11 minutos, valendo ao Rio Ave a atenção de Cássio: Larsson subiu até à área sem que Lionn, nem Marcelo, se fizessem ao lan-ce.

O melhor período dos vila-condenses na primeira parte desenhou-se a partir do minuto 25, altura em que era evidente que o "triângulo" Pedro Moreira, Filipe Augusto e Tarantini seria a base de uma estrutura que teria como "arma" principal a consistência do seu meio campo, até porque a frente de ataque, apesar de mais empenhada do que a da equipa sueca, continuava algo despesista.

 No espaço de dois minutos (aos 26 e 28 minutos) Hassan tentou quebrar o "nulo" no marcador, mas o primeiro remate do avançado egípcio, feito de longe, "rasou" o poste da baliza sueca e saiu e o segundo foi interceptado por Bjarsmyr.

 Avisados de que o IFK Gotemburgo tem no currículo melhores resultados fora do que no seu reduto – a contar para a Liga Europa, não marcou ainda qualquer golo em casa nesta época, mas marcou cinco nas deslocações ao Luxemburgo e à Hungria, pa-ra as primeira e segunda pré-eliminatórias -, os jogadores de Vila do Conde procuravam com cada vez mais afinco um golo para ficarem mais tranquilos.

 Assim, na segunda parte os flancos começaram a trabalhar mais com Ukra, o único com experiência de Liga Europa a par de Cássio, e Del Valle mais activos, como provam os remates feitos aos 57, 62 e 63 minutos, este último da autoria do avançado português que passou pouco por cima da trave da baliza sueca.

O IFK Gotemburgo, que preferia o contra-ataque na forma de abordar a área contrária, só apareceu com perigo aos 72 minutos, com Johansson a cabecear por cima da baliza de Cássio. Na jogada seguinte (74 minutos) Hassan caiu mesmo em cima da linha da grande área, mas o italiano Paolo Valeri mandou seguir o lance. Seguiu-se um livre perigoso de Tiago Pinto, aos 76, mas a bola saiu ao lado e Del Valle voltou a tentar, aos 84, mas Alvbage travou o tento da tranquilidade.

 Os suecos apareceram mais nos últimos dez minutos de jogo, causando mesmo algum sufoco à defesa vila-condense e calafrios a uma massa associativa incansável que compôs bem o Estádio dos Arcos, mas o empate a zero manteve-se, valendo a vantagem trazida de Gotemburgo para que o clube de Vila do Conde "carimbe" uma passagem histórica à próxima fase da Liga Europa.