Retomados cultos na Igreja de Santa Maria, em Pretória West

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  Embora tivesse sido dada autorização para serviços religiosos a partir dos níveis de alerta três e dois, foi por assim dizer, unanimamente sentida a necessidade de continuar a manter encerradas as igrejas até uma data mais oportuna, ou seja, esperar mais algum tempo até que a média de infecções de covid-19 descesse  na África do Sul, e assim se tornasse razoavelmente  mais seguro para a retoma da vida religiosa.

  Assim, o Archbishop of Pretória, depois de consultar o Conselho Presbiteral, decidir  a 25 de Agosto reabrir as igrejas para serviço público a partir do dia 1 de Outubro de 2020, sendo para o efeito informados os sacerdotes, desde que preparassem a comunidade ao seu cuidado, as igrejas para retoma da vida sacerdotal de cada uma delas, desde que tomassem todos os cuidados para a segurança dos seus paroquianos, e pôr em prática todos os pormenores de segurança, aquando da reabertura do templo.

  Com o presidente Ramaphosa a anunciar a 20 de Setembro último a passagem do país para o nível de alerta um, no respeitante a reuniões socials e os serviços religiosos não seriam limitados a 50 pessoas, mais a uma percentagem de 50% de acordo com o espaço da igreja ou do lugar utilizado.

  Contudo, o número máximo, não devia em qualquer caso exceder 250 pessoas para lugares fechados, nem de 500 para espaços abertos, o que no respeitante a esta igreja de Santa Maria permitia a abertura a mais de 50 pessoas ao mesmo tempo.

  Anunciada formalmente a abertura de todas as igrejas da Arquidiocese de Pretória a partir de 1 de Outubro último, e assim retomadas as missas públicas a partir do fim de semana, sábados e domingos, mantendo-se as aulas de catequese encerradas até ao final do ano, excepto para os grupos de Confirmação 2020, não obstante se-rem em todos os casos observadas fielmente todas as medidas de precaução, de modo a evitar que o vírus se espalhe, cumprindo para o efeito as seguintes regras impostas:

  Limpeza da igreja e outros espaços usados pelos participantes, com desinfectantes apropriados; Lavagem/desinfecção das mãos; Registo e arquivo de todos os participantes no espaço fechado, incluindo medida de temperatura; Uso obrigatório de máscaras de todos os participantes; Respeito pela distância de cada um e evitar contactos;

  Respeitar todos os serviços de higiene de modo a evitar qualquer risco de infecção nos fiéis participantes, com destaque para os mais idosos, e outros de maior risco de fragilidade, com recomendações especiais aos sacerdotes, no respeitante a reuniões, contactos físicos, lavar e desinfectar as mãos antes e depois dos ofertórios, as-sim como da distribuição da sagrada comunhão, fazer observar distâncias dos componentes do grupo coral;

  Evitar que nos peditórios os cestos andassem de mão em mão, assim como marcação de lugares assinalados nos bancos da igreja.

  Dado caminharmos para a era de covid-19 como natural, devem as medidas de comportamento determinadas serem seguidas a rigor, de modo a proporcionarem  um ambiente seguro e saudável para o culto e outros serviços litúrgicos, confinando segundo o Arcebispo de Pretoria, D. Dabula A. Mpaco, confiar que o nosso amoroso Deus está connosco durante esta crise mundial, provocada pela pandemia “covid-19”. 

  Na missa dominical do penúltimo domingo, 4 de Outubro, nesta igreja de Santa Maria dos Portu-gueses, em Luttig Street, de Pretória West, participaram 70 paroquianos, entre os quais o em-baixador de Portugal, Manuel de Carvalho, sendo à entrada principal do templo, em medidas recomendadas, registados os nomes e contactos de cada participante por Lina Passos, medida de temperatura de cada um por seu marido Mário Pereira, e desinfecção de mãos por Maria Inez Balanco.

  Recorda-se que praticamente durante a dureza desta pandemia, foram sendo celebradas e transmitidas pelo Zoom, as eucaristias dominicais, isto sem presenças de paroquianos, de modo a que os fiéis pudessem seguir através do “Google”, assim como realizados com o mínimo de familiares, 11 funerais.

  Entre os quais o de Maria do Céu da Silva Reis, de doença prolongada, esta que durante muitos anos e até a sua saúde o permitir, foi organista em acompanhamentos do grupo coral desta mesma igreja, e os restantes de morte natural, salvo o de Aurélio Gomes Serrão, por covid-19.

  Com o pároco da igreja, Frei Lameque André Michangula de férias em Moçambique, onde à sua chegada àquele seu país, foi obrigado a permanecer duas semanas em quarentena, vêm sendo assegurados os serviços religiosos pelo Frei Gilberto Teixeira.

  Seguindo à risca as recomendações indicadas por Lina Passos à entrada da igreja, os fiéis vi-riam a sentar-se em lugares com uma certa distância do próximo, devidamente  assinalados com uma visível cruz, tanto nos bancos centrais como nos laterais.

  Tudo acatando ordeiramente e permanecendo com todo o civismo durante a eucaristia, sendo bem visível em cada um a sua alegria, por voltar a assistir, depois de todos estes decorridos meses de pandemia, à desejada missa nesta igreja de Santa Maria, que desde longa data se habituou a frequentar.

  Quanto aos mais velhinhos utentes do Lar S. Francisco de Assis, instalado nesta mesma paróquia, com a avançada idade mais vulneráveis ao contágio da pandemia, se bem que com o rigoroso isolamento mantido como medida de precaução, nenhum felizmente ainda foi infectado com o coronavírus, assistiram à eucaristia num aposento isolado da igreja, separado apenas por vidraça do altar.

Vicente Dias