Remessas dos imigrantes sobem mais de 5% em seis meses em Cabo Verde

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As remessas enviadas pelos imigrantes em Cabo Verde para os países de origem aumentaram 5,2% no primeiro semestre do ano, face a 2019, chegando a 12,7 milhões de euros, segundo dados de um relatório estatístico do banco central cabo-verdiano.

  De acordo com o documento, tornado público, de Janeiro a Junho os imigrantes em Cabo Verde enviaram remessas de mais de 1.404 milhões de escudos (12,7 milhões de euros), valor que compara com os 1.334 milhões de escudos (12 mi-lhões de euros) do mesmo período de 2019.

  As remessas enviadas pelos imigrantes que trabalham em Cabo Verde já tinham disparado 50% no primeiro trimestre em termos homólogos, segundo dados anteriores do Banco de Cabo Verde (BCV).

  Os imigrantes portugueses foram os que mais remessas enviaram para os países de origem, com 400,5 milhões de escudos (3,6 milhões de euros) no primeiro semestre deste ano, uma quebra face aos 445,5 milhões de escudos (quatro milhões de euros) nos primeiros seis meses de 2019.

  Seguem-se os senegaleses, com 166,2 milhões de escudos (1,5 milhão de euros), e os imigrantes da Guiné-Bissau enviaram remessas de 108,7 milhões de escudos (quase um milhão de euros).

  De acordo com o relatório estatístico de 2019, as remessas dos portugueses que trabalham em Cabo Verde diminuíram 10%, face ao ano anterior, para 965,9 milhões de escudos (8,7 milhões de euros). Em 2018, esse registo foi de 1.224,7 milhões de escudos (11,1 milhões euros), em 2017 de 1 073,6 milhões de escudos (9,7 milhões de euros) e em 2016 de 828,7 milhões de escudos (7,5 milhões de euros).

  Segundo dados da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, a comunidade portuguesa em Cabo Verde desenvolve actividades nas áreas do comércio, incluindo a distribuição alimentar e de bebidas, na hotelaria e restauração, na cons-trução civil e metálica, entre outros.