Refinaria de gás de Mossel Bay, uma das maiores do mundo, em risco de fechar

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 A refinaria de gás para líquidos (GTL), em Mossel Bay, um projecto emblemático da África do Sul, corre o risco de ficar sem gás natural dentro de dois anos quando se esgotarem as suas reservas de ‘offshore’, disse terça-feira, na Cidade do Cabo, um alto funcionário sul-africano do sector energético.

 A refinaria ‘Mossel Bay GTL’, uma das maiores do mundo, é operada pela empresa estatal de gás e petróleo, PetroSA, uma subsidiária da entidade governamental ‘Fundo Central de Energia’.

 “Encontramo-nos numa posição em que entre 2020 e 2022 já não existirá mais gás disponível”, disse Luvo Makasi, presidente do Conselho de Administração do Fundo, citado pela Reuters.

 O gestor avançou que o Fundo está a considerar comprar matéria prima em outras geografias, sem precisar no entanto pormenores sobre o negócio. O anúncio surge depois do fracasso que foram os esforços da PetroSA em identificar reservas de gás complementares ao largo da costa sul-africana, numa operação orçada em biliões de dólares, escreveu a Reuters.

 As operações de perfuração em alto mar foram descontinuadas porque a empresa não conseguiu identificar mais do que 25 biliões de pés cúbicos (bcf) de gás para assegurar a viabilidade comercial da sua extracção, estimada em 242 bcf de gás.

 A refinaria de  Mossel Bay, no litoral sul do país, representa cerca de 6% da capacidade de refinação da África do Sul mas encontra-se a operar a menos de metade da sua capacidade – equivalente a 45,000 barris de petróleo diários, devido à crescente escassez de matéria prima.

 Além da débil situação financeira recorrente da campanha de perfuração fracassada, Luvo Makasi disse ainda que a PetroSA terá igualmente que arcar com a factura de desmantelamento da operação que poderá afectar a estabilidade financeira da empresa pública.

 “É uma responsabilidade estimada em cerca de 9.6 biliões de randes ($729 milhões), dis-se.

 A estatal sul-africana Sasol e as multinacionais BP, Shell, Total e Engen, são alguns dos operadores de refinarias de petróleo na África do Sul, a economia mais industrializada de África, que depende das importações para satisfazer a procura de produtos refinados de petróleo.