Recepção na Embaixada de Portugal em Pretória

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Recepção na Embaixada de Portugal em Pretória

Na recepção oferecida pela Embaixada, onde estiveram presentes entidades oficiais, embaixadores de outros países acreditados na África do Sul, comendadores, jornalistas, presidentes de colectividades lusas, empresários, en-tidades eclesiásticas, advogados e directores de empresas, depois de entoados os hinos da África do Sul e de Portugal pela “SAPS Tshwane Band”, foi pelo embaixador dr. Ricoca Freire, começando por se dirigir em inglês, dadas as pessoas de várias nacionalidades e entidades oficiais deste e doutros países que ali convi-viam, afirmar ser gratificante comemorar no Dia de Portugal, as democracias, tanto da África do Sul, como de Portugal, respectivamente de vinte e quarenta anos, com resultados muito significativos em termos de estabilidade política, consolidação da lei, promoção dos direitos humanos, desenvolvimento económico, relações politicas e cooperações multilaterais.

 Depois de referir as recentes eleições neste país, vistas pela comunidade internacional como livres e justas, de-monstrativas da maturidade política sul-africana, o embaixador de Portugal saudou a África do Sul como uma potência a nível regional e internacional, no continente africa-no para, no tocante a Portugal, salientar que com o pla-no de apoio, em que não pode ser esquecido o esforço dos portugueses, incluindo os compatriotas espalhados pelo mundo, nomeadamente a nossa comunidade na África do Sul, o país entrou numa fase de recuperação, e rees-truturação em vários sectores, incluindo o de exportação.

 Em relação ao valor da língua portuguesa, uma das mais faladas no mundo, com o interesse a crescer e mediante o interesse de instituições, empresários e estudantes, levou a que pelas autoridades sul-africanas fosse integrada no currículo do ensino, neste país, para no respeitante às comunidades portuguesas realçar a da África do Sul, agradecendo e saudando a propósito a que nessa tarde ali convivia, para além do contributo que tem dado a Portugal, o apoio que vem dando para o desenvolvimento desta “Rainbow Nation” (nação  arco iris), como é considerada a África do Sul, para em seguida se expressar em português com estas palavras:  

“Meus queridos compatriotas, meus queridos amigos, queria apenas dizer-vos do coração, porque é a melhor maneira de falar, que Portugal se orgulha e está muito grato às suas comunidades portuguesas no estrangeiro, e muito especialmente no nosso caso, à comunidade portuguesa na África do Sul.

 Vocês são não só os representantes aqui, de uma cultura muito antiga, e de valores muito enraizados, mas são também um importante contributo da África do Sul para Portugal, em termos de enriquecer e renovar a nossa identidade.

 A identidade portuguesa é uma identidade partilhada pe-lo mundo, e há nesta passagem dos valores, as experiências daqui para Portugal. O vosso apoio ao esforço nacional para ultrapassar a crise, é bem conhecido pelo governo e pelas autoridades portuguesas.

 Queria também dizer-vos que Portugal se orgulha do contributo que vocês têm representado para a África do Sul, com o vosso esforço, com a vossa atitude, com os valores que para aqui souberam trazer, e que aqui vão ganhando uma dimensão diferente.

 A comunidade portuguesa é sem dúvida um factor importante da estabilidade política e social, e do desenvolvimento económico da África do Sul, por isso um abraço muito grande de mim, da Joana e das autoridades portuguesas, que me pediram que falasse também em seu nome”.

 Em seguida, foi dada a palavra a Phelele Tengeni, que ali representava a ministra do Trabalho, Mildred Oliphant, começando a sua intervenção por, em nome do governo da África do Sul, dar os parabéns ao governo e à comunidade portuguesa pela passagem do Dia de Portugal que – como afirmou – “muito nos honra em celebrar esta ocasião com o povo português”.

 Com a África do Sul a celebrar vinte anos de democracia, importante não só para os sul-africanos mas também para todo este continente, a representante da ministra ex-pressou “a sincera gratidão do governo sul-africano e sua gente, pelo suporte que Portugal deu à nossa causa, e – como sublinhou -, para a justiça que abriu o caminho para a nossa democracia”, afirmando mais à frente:

 “Enquanto já demos grandes passos para consolidar a nossa democracia e reduzir as necessidades do nosso povo, ainda muito está por fazer, e como nação que queremos democrática e próspera, dar vantagem a prioridades do novo “development plan”, cujos objectivos são que em 2030 ninguém tenha fome, haja empregos para todos, as nossas crianças possam ir à escola, e com estas vantagens as pessoas possam com esses potenciais realizar os seus sonhos”.

 Dando os seus parabéns aos portugueses, convicta de que a comunidade lusa aqui radicada possa sentir-se bem e considerar a África do Sul como sua casa, Phelele Tengeni agradeceu o contributo que em todos os sectores da vida do seu país, os portugueses têm dado a esta nação, com desejos de que as boas relações e o bom entendimento continuem a crescer no futuro.

 Findos os discursos, foi nesta recepção para assinalar o Dia de Portugal feito pelo embaixador Ricoca Freire, sua es-posa Joana Miranda e pela representante do governo sul-africano, Phelele Tengeni, um brinde ao dia nacional que se comemorava e às boas relações entre Portugal e a África do Sul.