Real Madrid e Manchester United num empate frenético

0
50
Real Madrid e Manchester United num empate frenético

Real Madrid e Man. United mostraram durante hora e meia como a Champions é uma competição inigualável: duas das melhores equipas do mundo defrontaram-se no limite do frenético e deixaram toda a gente pregada a um grande jogo de bola. No final empataram, o que penaliza os “merengues”.

 A formação de José Mourinho assumiu sempre o jogo e esteve quase ininterruptamente por cima. Fartou-se de correr, de trocar a bola, de chegar à linha de fundo e de criar ocasiões de golo. Deu enfim um festival de futebol ofensivo: no entanto encontrou pela frente um guarda-redes inspirado.

 Deste jogo sobram aliás, para além do grande espectáculo, várias exibições individuais muito boas. Nenhuma porém, nem sequer a de Ronaldo, se compara a De Gea: o guarda-redes defendeu tudo o que tinha para defender, fartou-se de intervir e parou até um desvio de Coentrão com selo de golo.

 Foi o melhor, sem dúvida. Mas houve mais. Ronaldo por exemplo fez um golaço, de cabeça, num momento em que pareceu parar no ar à espera da bola, atirou um livre a 35 metros da baliza que só parou nas malhas laterais (pela parte de fora) e acelerou o jogo de cada vez que pegou na bola.

 Di Maria foi admirável. Assistiu Ronaldo para o golo e deixou De Gea pregado ao chão num remate a centímetros do poste.

 Coentrão terá feito o melhor jogo em Madrid, ele que atirou ao ferro e teve a melhor ocasião de golo, no tal desvio de carrinho que De Gea defendeu quase miraculosamente.

 Khedira encheu o campo, Giggs entrou para mostrar que aos 39 anos ainda conse-gue fazer sprints e Van Persie teve veneno nas botas nas poucas vezes que o jogo che-gou à área do Real Madrid.

 Pela negativa, só Sergio Ramos: incrível como perdeu no ar e deixou Welbeck inaugurar o marcador.

 O golo do Manchester United que abriu o marcador marcou o jogo, aliás. Só dava Real e da primeira vez que rematou o United fez golo. Isso deixou os “merengues” naturalmente intranquilos. Continuaram a ser melhores, mas nunca mais tiveram uma certa superioridade mental que apresentavam até aí.

 É verdade que empataram e a partir daí estiveram mais perto da vitória, mas partir em desvantagem parece ter marcado a equipa. O Man. United, de resto, só criou perigo em cinco ocasiões: duas na primeira parte (Rooney e Welbeck) e três na segunda (sempre Van Persie), uma acertou na trave.

 Foi pouco, perante a enorme produção do Real, mas che-gou para manter um resultado que deixa os ingleses em vantagem: os merengues estão obrigados a marcar em Old Trafford e se possível mais do que um golo. Mas independentemente disso, que venha esse jogo. Já estamos com saudades.