Rancho Folclórico da Casa Social da Madeira festejou com sucesso o 28.º aniversário da sua fundação

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Rancho Folclórico

Rancho FolclóricoCom um concorrido jantar tipo “self-service”, contando-se entre os presentes, Frei Gilberto Teixeira que ali procedeu à prece de benção da refeição, o secretário da Embaixada e gerente da Secção Consular de Pretória, dr. Pedro de Almeida, o novo coordenador de ensino de português na África do Sul, dr. Rui Azevedo, o casal de comendadores Estêvão e Manuela Rosa, a vice-presidente da Federação do Folclore e componente do Terras do Norte, Wendy Ferreira, a madrinha do “bailinho” aniversariante, Lídia Gonçalves, e algumas das pessoas ligadas ao rancho Luso-Madeirense, foi festejado na noite do penúltimo sábado, 18 de Setembro, na Casa Social da Madeira de Pretória, o 28.º aniversário do seu rancho folclórico.

 Depois de a todos saudar e dar as boas vindas a esta festa de aniversário do agrupamento de que como componente faz parte na tocata, o presidente desta Casa Social da Madeira, Damião de Freitas, abriu o programa planeado para essa noite, com a interpretação em variedades de algumas canções da nossa tradicional música portuguesa, seguindo-se-lhe as irmãs Bianca e Micaila de Freitas em alternados números de “Belly Dance”.
 No período de intervenções que se seguiu ao jantar, foi pelo secretário da nossa Embaixada, dr. Pe-dro de Almeida, depois de a todos saudar e endossar os seus parabéns à CSM na passagem de mais um aniversário do seu rancho folclórico, como sublinhou, o único presentemente em actividade na comunidade lusa de Pretória, na divulgação da nossa cultura popular, após o que passou a apresentar o novo coordenador de ensino de português, na África do Sul, que o acompanhava, dr. Rui Azevedo, aproveitando na sua intervenção para, tal como já o havia feito no aniversário da ACPP, também aqui na CSM voltar a apelar aos jovens luso-descendentes em idade escolar, para aprenderem o português.

 Deixando bem claro neste aspecto, ser intenção da nossa embaixada estender o ensino de português, totalmente gratuito, a todos os filhos dos nossos compatriotas aqui radicados, propondo-se inclusive, na medida do possível, tentar colocar professores nas escolas sul-africanas onde estudem jovens da nossa comunidade, e onde ainda não sejam dadas aulas de português, necessitando apenas da colaboração dos respectivos encarregados de educação, na indicação desses locais, concluindo: “Queremos que todos os nossos jovens luso-descendentes aprendam a falar português”.
 Por seu lado, o novo coordenador de ensino de português, dr. Rui Azevedo, que natural da freguesia de S. Sebastião da Pedreira – Lisboa, foi antes de iniciar estas suas novas funções na África do Sul, professor universitário de português, em Moçambique, ao felicitar a CSM no aniversário do seu rancho folclórico, colectividade que visitava pela primeira vez, e a quem desejou as maiores felicidades futuras, colocou-se à disposição de todos os que necessitassem dos seus préstimos, nesta sua área de actividade, prometendo tudo fazer ao seu alcance para que o ensino de português atinja neste país o nível que se pretende.

 Em prosseguimento a felicitações ao “bailinho” que ali festejava mais uma efeméride, foi a vez do seu actual ensaiador, Michael Teixeira, um jovem que como afirmou a ele está ligado há vinte e dois anos, dos vinte e oito que o agrupamento celebrava, se regozijar com todo esse percurso, e desejar a sua continuidade por muitos mais anos, na divulgação das tradições madeirenses, após o que foi dada a palavra a Ivo de Sousa, um dos directores com a dupla função de componente do agrupamento e apresentador dos seus números em actuações na comunidade, agradecer a colaboração que tiveram para este aniversário, e poder continuar no futuro a contar com o mesmo apoio de todos.

 Ladeado pela vice-presidente cultural, Inês Balan-ço, apontada como incansável no seu apoio ao folclore desta CSM, Ivo de Sousa não esqueceu, tanto quem cooperou nesta festa de aniversário, Joe Duarte e Manny de Freitas no anúncio publicitário, Fátima Teixeira na oferta do bolo alusivo à efeméride, os “sponsors” dos prémios para a rifa, Damião de Freitas, Solete Gonçalves e Inês Balanço, o casal Orlanda-Tony de Sousa na cooperação do jantar, e outras   famílias   que   ao longo dos anos têm provado a sua amizade ao rancho, como por exemplo a do comendador Estêvão Rosa, tida como uma das fundadoras do agrupamento e a quem foi agradecida a sua presença, a madrinha do agrupamento, Lídia Gonçalves, e agora o novo ensaiador Michael Teixeira, um jovem a quem são tecidas as melhores referênci-as à sua competência e pedido para que não deixe essas funções, sinal de que todos estão radiantes com o seu trabalho.

 Elogiando o sacrifícios dos pais dos jovens que dan-çam neste “bailinho”, em ter que os levar aos en-saios semanais, sabendo de antemão que é para todos eles melhor ter os filhos envolvidos no rancho, onde o ambiente é saudá-vel, do que andarem por maus caminhos, Ivo de Sousa lembrou que no agrupamento há sempre lugar para novos componentes, bastando para tal comparecerem aos ensai-os nas noites de sextas-feiras, todos sendo bem vindos ao “bailinho”, que com vinte e oito anos de existência já se deslocou para actuação, duas vezes à Ilha da Madeira e outra aos Estados Unidos da América.

 Neste aniversário, onde foi entregue lembrança à vice-presidente cultural, Inês Balanço, em reconhecimento ao muito que tem feito pelo rancho, cortado pela madrinha do agrupamento folclórico, Lídia Gonçalves, o bolo alusivo à efeméride, os presentes assistiram a um interessante despique de canta-res ao desafio entre Ce-sária Teixeira e Ivo de Sou-sa, típico dos tradicionais na Madeira entre vilão e viloa, e ao sorteio da rifa de que foram contemplados, com o primeiro prémio, um “microwave”, Ricardo de Canha com o número 289; com o segundo prémio, embalagem de quatro garrafas de whisky, Anita Sousa Jardim com o número 632; e com o terceiro pré-mio, uma toalha bordada, premiado o bilhete número 968 e será entregue a quem provar pertencer-lhe, tudo terminando em beleza nesta grande festa de ho-menagem, na sua maior parte dedicada à juventude desta colectividade madei-rense.