Rancho Folclórico da Casa Social da Madeira deixou imagem positiva e exemplar na digressão à Ilha da Madeira

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 Sugerida e apoiada pela presidente da Casa da Madeira de Joanesburgo, Guida de Freitas, com o total apoio à ideia e colaboração da presidente do agrupamento, Maria Inês Balanco, assim como de todos os componentes, seus familiares e outras pessoas que se associaram à sugestão, o Rancho Folclórico da Casa Social da Madeira de Pretória efectuou de 19 de Junho, dia da partida, a 7 de Julho, data do regresso, uma deslocação à Ilha da Madeira.

 Foi na verdade, em todos os capítulos, uma digressão que se poderá classificar, a avaliar pelo que presenciámos e comentários a que fomos assistindo, de exemplar, onde sempre imperou o respeito e postura, residindo na sua humildade o maior trunfo com que cativou e impressionou todas as pessoas com quem contactou e conviveu, ou assistiram às suas actuações, em todas deixando um ar de simpatia e admiração.

 Com chegada ao aeroporto Cristiano Reinaldo, no Funchal a 20 de Junho, onde era aguardado por familiares e amigos, entre os quais a componente do agrupamento, Conceição Serrão, que para lá havia partido dias antes, do comendador Estêvão Rosa, este que até ali serviu um vinho da Madeira aos componentes do “bailinho”, assim como a título particular da dra. Celina Cruz, das Comunidades Madeirenses,  dali seguindo em autocarro da Câmara Municipal da Ribeira Brava para aquela localidade, onde durante a sua estadia no arquipélago ficou alojada em dependências da Casa do Povo, que assim e durante a sua estadia na Madeira, passou a ser o “quartel general” do agrupamento.

 Chegados à Ribeira Brava, foi o rancho recebido na Câmara Municipal pelo presidente do município, Ricardo António Nascimento, que se fazia acompanhar do seu vice-presidente, João Figueire-do de Sousa, e a vereadora Sandra José Abreu Vilanova, que depois das boas-vindas e agradecimentos ao agrupamento, com desejos de uma feliz estadia e boas actuações no arquipélago, passou a descrever em linhas gerais a importância do concelho a que preside desde Outubro de 2017, sua área camarária, número de habitantes do concelho, doze mil, incluindo os das freguesias do Campanário, Tabua e Serra de Água, com  a população a aumentar devido à constante chegada de pessoas vindas da Venezuela de benfeitorias efectuadas e projectos futuros, após o que com Maria Inês Balanco procederam à troca de lembran-ças.

 Dali partiu-se para o almoço tipo “self-service”, preparado e oferecido pelo padre José Bernardino da Trindade, servido no Centro Social e Paroquial de São Bento, da Ribeira Brava, instituição de que é presidente, diga-se pessoa amável e muito divertida, sen-do o resto do dia aproveitado para visita a linda vila, e alguns dos componentes do rancho aproveitaram para os primeiros mergulhos na praia desta linda localidade.

 Com o dia imediato para repouso e ganhar forças para as constantes actividades que se seguiram, foi a próxima visita efectuada à Ponta do Sol, onde o grupo foi recebido pelo vice-presidente da autarquia, Sidónio Pestana, isto devido à ausência da presidente Célia Pecegueiro, na ocasião a tratar de importantes assuntos no Funchal, não deixando por isso de felicitar o agrupamento folclórico de Pretória, a quem desejou uma feliz estadia no arquipélago e os maiores sucessos nas actuações programadas durante a permanência na região, seguido de troca de lembranças, incluindo nos da autarquia, bo-nés com o respectivo emblema camarário, a todos os componentes do grupo e acompanhantes. 

 Dali e a pedido do vice-presidente do Rancho Folclórico da Ponta do Sol, António Moreira, foi feita uma visita à sede do agrupamento, segundo o que ali foi descrito, com trinta e oito anos de existência, e detentor da medalha de mérito do Governo Regional das Madeira, e explicado em pormenor o percurso do agrupamento até aqui, após o que houve oferta de lembranças, tendo Aníbal de Freitas, como componente do rancho visitante explicado as dificuldades deste “bailinho” de Pretó-ria, em se deslocar, como agora aconteceu à Ilha da Madeira, porque sem apoios oficiais é difícil organizar deslocações como esta, só possível graças aos apoios particulares. 

 Dali rumou-se para o almoço servido no Amigos Restaurante, do Livramento, a todos os membros da comitiva, de que é proprietário Francisco Garcês, deste mesmo concelho, a que segundo descrição pertencem a este concelho as freguesias da Madalena do Mar e dos Canhas, com uma população a rondar os oito mil habitantes, viajando-se a seguir para o rancho actuar no arraial de S. João da Ponta do Sol, e de seguida para a Calheta, para o agrupamento de Pretória abrir o desfile das marchas populares do concelho a S. João, onde perante grande assistência se exibiu mediantes constantes aplausos da grande assistência.

 No quarto dia, isto a 23 de Junho, o Rancho de Pretória assistiu à missa mandada celebrar na capela do Bom Suces-so, no Lombo da Estrela da Calheta, por Conceição Ser-rão, em honra de todos os elementos do agrupamento a que também ela pertence como cantadeira, para depois da eucaristia pelo padre Silvano Gonçalves o rancho actuar no largo fronteiriço a essa capela, a que entre os assistentes se contavam o presidente da Câmara Munici-pal da Calheta, Carlos Teles, e o casal de comendadores da África do Sul, Estêvão e Manuela Rosa.

 Finda a actuação do rancho, foi o autarca da Calheta convidado a algumas palavras, para depois de a todos saudar, dar os seus parabéns ao rancho, por ter tido a iniciativa de ir à Madeira e marcar presença na missa a que se acabara de assistir no Bom Sucesso, porque também é com momentos como este que se faz  e engrandece a nossa tradição, prosseguindo:

 “Permitem que vos diga ter este momento hoje aqui mais sentimento do propriamente o de ontem nas marchas da Calheta, porque aqui estamos a viver as nossas raízes, na nossa casa, na nossa terra e isto não tem preço, por isso é que nós ajudámos desde a primeira hora e vamos continuar a ajudar, porque eu também já fui à África do Sul, e graças a Deus e a esta gente fui sempre muito bem recebido e tratado, daí cada vez ter mais orgulho nos nossos emigrantes, e da Madeira estão espalhados  por todo o mundo, na certeza de onde quer que estejam, têm sempre a sua terra no coração”.

 Por Conceição Serrão foi oferecida nesta mesma tarde, a seguir à missa e à actuação do rancho, uma recepção em sua casa no Caminho do Lombo da Estrela da Calheta aos membros do “bailinho” e acompanhantes, com destaque para o presidente do concelho da Calheta, Carlos Teles e esposa, num total de mais de sessenta pessoas, convívio de ementa especial, não faltando em sobremesa as boas cerejas do Fundão.

 O 24 de Junho foi dedicado à festa de S. João, na Atouguia, com missa solene celebrada pelo Vigário Geral Fiel de Sousa, com quatro padres ao altar, além do padre Silvano dessa mesma paróquia, o seu colega Ângelo de 97 anos, na-tural de Ponta Delgada, de São Vicente, em que a pedido do pároco dessa paróquia foram os componentes do rancho da CSM que assistiram à eucaristia, convidados a se-guir na procissão, logo a seguir à cruz.

 Depois do rancho actuar nes-ses grandes festejos, sempre bastante aplaudidos pela grande assistência, foi pelo padre Silvanos feito um grande elogio à presença do grupo folclórico da África do Sul, na festa de grande significado na região, convidando todos os componentes do agrupamento a uns aperitivos em determinado local do arraial, baseando as palavras no improviso a que ali procedeu, nestes termos:

 “Obrigado à África do Sul por tudo o que tem feito pela construção dessa bela e imponente igreja matriz. Apenas vos peço que nunca percais a esperança, porque a fé move montanhas, tão grande como os que tiveram de deixar a sua terra à procura de melhores condições de vida.

 Muito obrigado ao rancho folclórico da Casa Social da Madeira de Pretória por vir dar tanta beleza a esta grandiosa festa”.

 Finalizando o seu improviso, isto depois do elogio a Conceição Serrão, com estas palavras: “Que Deus vos proteja, eu fico a rezar por vós e estamos sempre de portas abertas para vos receber”.

 O dia seguinte, 25 de Junho, foi dedicado ao convívio oferecido por Quintino Pestana, no Luzeirão, do Estreito da Câmara de Lobos, com ementa de arroz de marisco, espetada e galinha assada, não faltando a iniciá-lo os aperitivos, e depois da animação que se seguiu ao almoço, foram os componentes do rancho da CSM, convidados a subir às cerejeiras e apanhar as cerejas que entendessem, isto já próximo da residência de sua mãe Filomena Pesta-na, embora para o grupo já a irmã do Quintino, de nome Laurinda Pestana, ter apa-nhado uma grande quantidade delas e as andasse a distribuir pelos presentes.

 Recorda-se a propósito que no Jardim da Serra, e toda aquela zona tida como terra das cerejas, é feito anualmente por esta altura, o festival das cerejas.

 Antes do regresso à Ribeira Brava, os componentes do rancho e acompanhantes visitaram o miradouro do Cabo Girão e a terminar o passeio, o Curral das Freiras.

 A visita do dia seguinte, 26 de Junho, foi dedicada ao Porto Moniz, diga-se de beleza incomparável, onde a juventude do rancho passou a manhã gozando a água das piscinas banhadas pelo mar, para depois rumar à Santa do Porto Moniz, onde foi confeccionado o almoço “uma cabritada” e espetada de galinha, oferecida por Manuel Gomes, com a estreita colaboração de Quintino Pestana, este como retribuição à ajuda que no dia anterior tivera de Manuel Gomes, ambos comerciantes na África do Sul e com filhas a dançar neste “bailinho” da CSM.

 Dali toda a caravana seguiu de autocarro para o Estreito da Calheta, para a convite de Cristóvão Pereira da Silva, sócio do Westpack, em Krugersdorp, jantar no restaurante “Ilídio Bar”, dessa mesma localidade, tendo em reconhecimento ao gesto o “bailinho” actuado no largo fronteiriço a esse estabelecimento, onde o casal Cristóvão/Olga da Silva foi reconhecido com lembrança do rancho, tal como nos convívios anteriores também haviam sido distinguidos Quintino Pestana e Manuel Gomes.

 O dia 27 de Junho foi dedicado a visitas a Santana e à Camacha, nesta última onde a saudosa Maria Ascensão, mais conhecida por (Russa da Camacha), foi a primeira ensaiadora do rancho folclórico da Casa Social da Madeira, aquando esse “bailinho” foi fundado em Pretória, nunca mais sendo esquecido esse contributo de uma senhora conhecedora a fundo do nosso folclore.

 Sempre em actividade e nunca lhe faltando forças para actuar, foi a vez de no dia 28 de Junho marcar presença no grande desfile de marchas po-pulares dedicadas a S. Pedro, na Ribeira Brava, juntamente com outros ranchos folclóricos, alguns vindos de outros países, e variados carros alegóricos, que se prolongou até bastante tarde, e dada a sua importância até o trânsito a partir de certa hora sendo cortado no acesso a esta vila.

 Depois de na noite de sábado anterior ter desfilado nas ditas grandiosas marchas populares, foi a vez de no dia seguinte, 29 de Junho, ter participado na grandiosa festa anual dedicada a S. Pedro dessa mesma Ribeira Brava, onde os componentes do agrupamento assistiram à missa e se incorporarem na procissão, para mais tarde e no grande recinto fronteiriço à igreja, devidamente engalanada, tal como as ruas apresentavam, ter actuado com os congéneres Espetadas da Boa Nova, o grupo folclórico da Camacha, e o grupo de instrumentos da Ribeira Brava.

 Na deslocação a 30 de Junho para actuar na festa dedicada a S. Pedro na Ponta do Pargo, onde ali assistiu à missa e se incorporou na procissão, com passagem por ruas enfeitadas a rigor, assim como actuou com o congénere rancho de Gaula, onde a maestrina do agrupamento, Fátima Quintal fez boa referência ao bailinho de Pretória, que em 2008 aco-lhera nos seus aposentos, da mesma localidade pertencente ao concelho de Santa Cruz, o rancho da CSM passou pela Lombada dos Marinheiros, onde actuou em frente à ca-pela que o comendador Ivo de Sousa construiu nessa aldeia pertencente à freguesia de Fajã da Ovelha.

 Antes porém foram oferecidas algumas bebidas e guloseimas no estabelecimento comercial de seu irmão José Luís de Sousa, para depois do grupo actuar no recinto fronteiriço à capela, haver troca de lembranças entre a presidente do rancho Maria Inês e o mesmo comerciante, sendo dentro da capela colocados à disposição do rancho alguns aperitivos e bebidas, tendo na ocasião José Luís de Sousa agradecido em nome de seu irmão, a deferência da visita do agrupamento folclórico a essa localidade, a quem de-sejou as maiores felicidades em exibições no arquipélago, e um bom regresso à África do Sul.

 Ainda no decorrer da festa de S. Pedro da Ponta do Pargo, onde finda a actuação foi pela presidente do rancho, Maria Inês Balanco, oferecida lembrança ao presidente da Casa do Povo da Ponta do Pargo, Alcindo Andrade, o qual, por sua vez, ofereceu de seguida ao agrupamento de Pretória e seus acompanhantes, um beberete acompanhado de variadas bebidas e petiscos, nas dependências da Casa do Povo a que preside na sede do concelho, incluindo um “CD”, do Grupo de Cantigas intitulado “Norte e Sul”, desta mesma localidade, tudo terminando em beleza.

 No dia 1 de Julho, foram vá-ios dos componentes do rancho folclórico de Pretória em digressão pelo arquipélago, convidados a participar na sessão solene comemorativa do Dia da Região Autónoma da Madeira, que na manhã desse dia, e para assinalar a efeméride teve lugar no auditório do Forum Machico, com a presença do presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, seu executivo e das demais autoridades civis, militares e religiosas da Madeira, bem como destacadas figuras da população,

 Depois da interpretação dos hinos Nacional e da Região, pela Associação do Grupo Coral de Machico, o presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, depois de declarar aberta a sessão solene, deu a palavra aos deputados e representantes dos grupos parlamentares, pela seguinte ordem: Partido Trabalhista Português; Bloco de Esquerda; Partido Comunista Português; Partido Socialista; Juntos pelo Povo; CDS – Partido Popular; e Partido Social Democrata, para finda a sessão todos participarem no beberete de variadas guloseimas da região em mesa corrida, com variada bebida. 

 A pedido do presidente da Câmara Municipal da Calheta, Carlos Teles, foi o rancho da CSM, a 2 de Julho, na passa-gem para actuar no Jardim do Mar, recebido por autarca no salão nobre dos Paços do Concelho, que se fazia acompanhar do seu vice-presidente, Nuno Maciel, e a vereadora do turismo, Doroteia Leça, em que começando por a todos saudar e manifestar a alegria que sentia por ver tanta juventude envolvida no rancho, certamente alguns deles já nascidos na África do Sul, e pela primeira vez visitavam a Ilha da Madeira, dando com isso continuidade às nossas tradições, sendo-lhe grato ver a dedicação de jovens ao nosso  folclore e seguir a nossa cultura popular, a todos dando os seus parabéns.

 Dando de seguida um pequeno resumo do que foi e se transformou o Concelho da Calheta e Madeira em geral, esse autarca num gesto simpático ofereceu à presidente do rancho, Maria Inês Balanco, a medalha em bronze da Câmara a que preside, assim como um quadro de grande formato com a foto do rancho da CSM, tirada dias antes, discretamente, pelo fotógrafo ao serviço da câmara, aquando da participação do agrupamento em certo evento, a originar um forte aplauso de todos os componentes do grupo, assim como a embalagem individual a cada componente do rancho e acompanhantes.

 Algo comovida com tal surpresa do autarca, Maria Inês ofereceu a Carlos Teles um “CD” do grupo e uma lembrança traduzida em artesanato africano, a deixar radiante o presidente camarário, dado o significado da oferta recebida.

 Uma das atitudes mais dignas deste rancho folclórico da CSM de Pretória, foi a visita e actuação na manhã de 3 de Julho, aos setenta velhinhos internados no Centro Social e Paroquial de São Bento da Ribeira Brava, de que é presidente o padre José Bernardino  da Trindade, e aos cinquenta e sete do Lar de Nossa Senhora da Estrela da Santa Casa da Misericórdia, na Estrela da Calheta, de que é provedora Lucília Cachucho e directora Carla Costa, onde foram cantados os tradicionais “parabém a você, a Filomena Sardinha, que nesse preciso dia comemorava os seus noventa anos de idade.

 Na tarde do preciso dia foi por Fernando Camacho, cantador do rancho, e sua irmã Zita, esta residente na América, mas na ocasião de visita à Madeira, oferecido convívio na sua vivenda situada na Es-trela da Calheta, aos membros do “bailinho” em digressão pela Ilha da Madeira, pelo seu carácter, tanto dos alimentos saboreados, como das bebidas, a deixar satisfeitos todos quantos nele participaram.

 O dia de quinta-feira, 4 de Julho, foi dedicado a visita a S. Vicente, onde depois de se percorrer e admirar os pontes mais atractivos de todo o concelho, viajando-se para o efeito por estradas antigas, se almoçar nas Feiteiras, na residência de Manuel Andrade, oferecido por sua filha Maria Bernardete Câmara e marido João Fernando Câmara, este o bom amigo e acordeonista do rancho, onde no repasto de boas iguarias, participaram entre os membros do agrupamento folclórico e acompanhantes, familiares e amigos dos ofertantes, mais de cinquenta pessoas.

 Depois do almoço foi pelo grupo feito uma visita às grutas de S. Vicente, onde na presença do presidente da câmara local, e em reconhecimento à participação de não ser cobrada a entrada nas grutas aos membros do rancho, foram os responsáveis por essa concessão brindados com actuação do agrupamento folclórico, após o que toda a caravana regressou à procedência.

 O dia de sexta-feira, véspera do regresso do rancho a Pretória, foi dedicado pelo agrupamento a visita ao Secretário Regional da Educação, e Centro das Comunidades Ma-deirenses e Migrações, no Funchal, dr. Jorge Carvalho, onde depois da actuação foram trocadas lembranças, pelo membro do governo, oferecida medalha dos 600 anos da Madeira, seguindo-se depois visita ao museu de Cristiano Ronaldo, para na tarde de sábado, dia do regresso do “bailinho” a Pretória, o agrupamento participar no festival “24 horas a bailar”, em Santana, onde encerrou as actuações e foi ovacionado por fortes aplausos, e antes de rumar ao aeroporto participou em convívio oferecido pelo comendador Estevão Rosa e família, deixando por todo o lado onde se exibiu uma ima-gem muito positiva da capacidade folclórica do rancho da Casa Social da Madeira, na cidade de Pretória.

 Integraram o grupo como componentes do rancho, na tocata Fernando Câmara e   Cláudio Alho (acordeonistas), Aníbal de Freitas (rajão), Fernando Camacho (cantor), Manuel Gomes (bombo), Lurdes Mentjies (castanholas), como cantadeiras a vice-presidente cultural Maria Inês Balanco, Conceição Serrão, Delfina Pereira, Ana Alegria e Salete Gonçalves, e como dançarinos Daniella Correia, Angelique Mariano,  Nikita Pereira Ribeiro, Ricardo Miguel Ribeiro, Sara Pestana, Jessica Gomes, Alexandra de Canha, Eduarda Caldeira, Micaela Caldeira, Gabriel Caldeira, Michael de Freitas, Niquita Mo-reira Martins, Julietta Rotella, Gigi Moreira, Michele de Gouveia, Leandro da Encarnação, Sidónio, Gregório da Encarnação e os irmãos Romário e Kyle Booysens.

 Dado o ensaiador do rancho, Michael Teixeira não poder acompanhar o grupo à Madei-ra, devido à recente morte de sua mãe, Cesária Teixeira, em vida e como cantadeira uma grande entusiasta do agrupamento, assumiram essas funções Michael de Freitas, Ricardo Miguel Ribeiro e Gregório da Encarnação.

 Usando como meio de transporte nas deslocações, os autocarros camarários da  Ribeira Brava, Ponta do Sol, e com mais frequência, diremos quase diários o cedido pelo autarca da Calheta, pedidos formulados por Conceição Serrão, e as diligências junto do Padre José Bernardino da Trindade, presidente do Centro Social e Paroquial de São Bento, para alojamento do grupo e acompanhantes em aposentos da Casa do Povo da Ribeira Brava, feitas por Manuel Gomes, o agrupamento pode assim usar gratuitamente todas essas cedências, e com essas regalias poupar algumas economias.

 Em termos de colaboração um obrigado especial ao casal Aníbal/Paula de Freitas, por ter permitido ao repórter do nosso jornal que acompanhou o agrupamento à Ilha da Madeira, usar consigo o apartamento que durante a estadia no arquipélago utilizaram no Funchal.    

 Nesta digressão, como acima nos referimos, sugerida e fortemente apoiada por Guida de Freitas, diremos mesmo só possível com o seu forte empenho e entusiasmo, dai até ter acompanhado o agrupamento nesta deslocação à Madeira, os componentes do rancho voltaram em pontualidade e cumprimento dos compromissos assumidos, alegria e brio nas actuações, civismo e respeito por todas as pessoas com quem conviveram foram uma constante diária na Madeira, a revelar com isso uma total participação e cum-primento na íntegra às directrizes assumidas pré-estabelecidas pelos responsáveis do agrupamento, que assim vêm coroada de êxito a sua ambição de deixar uma ima-gem muito positiva da comunidade a que pertencem, e de maneira especial da colectividade que com orgulho representam.

 A vice-presidente cultural da Casa Social da Madeira, Maria Inês Balanco, que nessa função vem orientando o rancho folclórico desta mesma colectividade, provou nesta deslocação do agrupamento à Ilha da Madeira, estar à altura para o desempenho dessa, diremos ingrata missão, tentando com toda calma, bons conselhos e exemplos cativar toda a caravana, de modo a que todos as respeitassem e cumprissem cabalmente as suas recomendações, sem nunca lhe faltar ao respeito ou desobedecer às suas ordens, daí tudo ter corrido como planeado, de maneira a que o agrupamento deixasse por todo lado onde passou e actuou, uma impressão a todos os títulos positiva, e dessa forma ser elevado o bom nome do “bailinho”, bem como de toda a nossa comunidade radicada na África do Sul.