Ramo imobiliário é preferência de investidores brasileiros para visto

0
72
Ramo imobiliário é preferência de investidores brasileiros para visto

Os brasileiros que demonstram interesse na Autorização de Residência para Actividade de Investimento (ARI) em Portugal, o chamado “visto gold”, tendem a preferir o ramo imobiliário, afirmou o cônsul-geral em São Paulo, Paulo Lourenço.

 “Há uma tendência forte para essa linha, pois há uma dimensão pessoal importante, há brasileiros que já passam férias em Portugal e outros que tem família lá”, disse Paulo Lourenço durante o lançamento público da ARI em São Paulo.

 O “visto gold” é a medida do Governo português para atrair o investimento estrangeiro, válida para operações feitas a partir de 8 de Outubro. A autorização de residência é voltada para não europeus que transfiram capitais em valor superior a um milhão de euros, abram um negócio que gere mais de 30 postos de trabalho ou adquiram imóveis de pelo menos 500 mil euros.

 A autorização de residência é concedida por um ano e renovável por dois períodos de dois anos, sempre mediante comprovativos da operação financeira e da idoneidade do investidor.

 Lourenço realçou que o interesse pelo mercado imobiliário português é uma tendência tanto para casas para particulares como para os investimentos no ramo hoteleiro, que pode ser incentivada pelas actuais subidas de pre-ços do sector no mercado bra-sileiro.

 De acordo com o cônsul, o impacto da ARI é maior no Brasil do que em outros países, devido à relação “especial” entre os países, tanto em relação ao afeto cultural e à língua comum, como no referente ao comércio e ao turismo.

 Por seu lado, o director da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep) em São Paulo, Carlos Moura, afirmou que a ARI pode ser concedida para qualquer setor, mas há áreas prioritárias para a busca do investimento, como os ramos do papel e pasta, metal e mecânica, tecnologia, biotecnologia, arquitectura, engenharia, telecomunicações, energias renováveis e serviços.

 Também presente no evento, o representante do Departamento de Relações Internacionais da Federação das Indústrias de São Paulo, José Pimenta, elogiou a medida e afirmou que aquela entidade irá divulgá-la entre os empre-sários.

 “É uma iniciativa única, inédita, uma oportunidade de integração regional comercial, não só com Portugal, mas com a União Europeia como um todo”, afirmou José Pimenta.

 Por seu lado, o presidente da Câmara Portuguesa de Comércio em São Paulo, Manuel Tavares, afirmou que, apesar de o mercado português parecer não atraente neste momento, devido à crise, a situação mudará nos próximos dois ou três anos e os empresários que já estiverem no país terão vantagens.

 Já o presidente do Clube Português em São Paulo, Rui Fernão Mota e Costa, lamentou que o foco da captação de novos investimentos não inclua benefícios voltados para a comunidade portuguesa que vive no Brasil.