Ramaphosa assegura a investidores que a África do Sul está em “estágio avançado de renovação”

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 O Presidente Cyril Ramaphosa assegurou à comunidade internacional no Fórum Económico Mundial (WEF), em Davos, Suíca, que a África do Sul está “em estágio avançado de renovação e crescimento”.

 O fórum, que decorreu de quarta a quinta-feira, em Davos Klosters, viu o presidente Ramaphosa assegurar aos investidores que a África do Sul, depois de quase uma década de estagnação económica e paralisia política, começou “a mudar o rumo das coisas”.

 “Entramos em um novo período de esperança e renovação, e no último ano tomámos medidas decisivas para corrigir os erros do passado recente e colocar novamente o país no caminho do progresso que embarcamos em 1994”, disse o chefe de Estado.

 “Colocámos a tarefa de crescimento inclusivo e a criação de empregos no centro da agenda nacional”, afirmou o presidente Ramaphosa que é também presidente do Congresso Nacional Africano (ANC), o partido no poder desde 1994.

 Com um terço da população activa sul-africana desempregada, o chefe de Estado disse que o crescimento económico é o foco das prioridades do país para estimular a economia.

 “Reconhecemos que não podemos criar trabalho em escala significativa, a menos que a economia cresça a um ritmo muito maior e, para isso, precisamos de muito mais investimento nos sectores produtivos da economia, em infra-estruturas e desenvolvimento de competêncicas”, salientou.

 Enumerando os esforços do Executivo em curso para alterar a situação social e económica em que o país se encontra, o presidente Ramaphosa citou a sua ambiciosa campanha para angariar 100.000 milhões de dólares em investimento externo nos próximos quatro anos.

 Na primeira conferência de investimento em Outubro do ano passado, empresas locais e internacionais anunciaram cerca de 20.000 mil milhões de dólares em investimento entre novos projectos e a expanção dos já existentes.

 Um relatório divulgado na segunda-feira pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), indica que o investimento estrangeiro directo na África do Sul aumentou em mais de 440% entre 2017 e 2018, de 1.300 mil milhões para 7.100 mil milhões.

 Perante disso, afirmou o presidente Ramaphosa, a África do Sul “não deixará escapar a oportunidade” na tentativa de estimular o investimento.

 Nesse sentido, o chefe de Estado disse que “foram dados passos firmes para garantir maior segurança e coerência nas políticas, incluindo reformas económicas em sectores com grande potencial de crescimento”.

 O Presidente destacou a finalização da Lei de Mineração, a alocação de espectro de frequências de rádio, a assinatura de acordos com produtores de energia independentes e a reforma da regulamentação de vistos como algumas das medidas que “vão abrir caminho para um crescimento significativo na África do Sul”.

 Sobre o estado das instituições públicas, o presidente Ramaphosa assegurou ao fórum que “o país embarcou na restauração do estado de direito e na credibilidade das instituições públicas”.

 O Presidente fez referência à Comissão de Inquérito sobre a captura do Estado pela corrupção, liderada pelo juiz Raymond Zondo, que começou a receber provas da “captura” de várias instituições públicas, dirigentes políticos e processos do Estado por interesses privados.

 “Por mais difícil e prejudicial que alguns dos depoimentos possam ser, este é um processo absolutamente essencial que deve continuar até à sua conclusão, se quizermos colocar esse episódio vergonhoso na nossa história para trás”, disse Cyril Ramaphosa.

 O chefe de Estado sul-africano e líder do ANC, declarou no fórum económico mundial que a questão da reforma agrária “está a ser tratada dentro dos limites da Constituição”.

 “Estamos a lidar com essa questão de uma maneira que leve em conta os interesses de todos, totalmente em conformidade com as prescrições da lei e da nossa Constituição”, disse Ramaphosa.

 “Estamos a adoptar uma abordagem abrangente que vê na reparação histórica do passado uma oportunidade para uma maior produção agrícola, melhor segurança alimentar, empoderamento, criação de emprego e redução da pobreza”, adiantou o chefe de Estado sul-africano.