Ramaphosa aborda a corrupção no país que assola o Congresso Nacional Africano

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 O presidente da África do Sul, Cyril Ramapho-sa,  fez uma descrição fulminante da corrupção que assola o Congresso Nacional Africano, no poder desde 1994.

  Cyril Ramaphosa, em carta de 23 de Agosto, enviada a todos os membros do ANC, inicia  com a polémica em torno da celebração de contratos para ajudar o país a lidar com o contágio de covid-19.

  “O que causou a maior indignação é que existem empresas do sector privado e indivíduos (incluindo funcionários públicos) que exploraram uma grave crise médica, social e económica para enriquecer injustamente”, diz a carta.

  “Esta é uma traição imperdoável para os milhões de sul-africanos que estão a ser afectados negativamente pelo impacto da pandemia, passando fome diariamente, desesperançados e desempregos.”

  Ramaphosa também escreveu na carta que foi descoberto que “biliões de randes que deveriam ter sido gastos com transporte público adequado, melhor infraestrutura para os pobres, electricidade confiável e acessível, agricultores negros emergentes e desenvolvimento mais amplo da nossa terra foram roubados para encher os bolsos de alguns criminosos”.

  O presidente Ramaphosa disse que as pessoas não deveriam pensar no ANC como um caminho para o poder, riqueza e influência.

  No final das contas, disse o presidente,“não pararemos a corrupção em nossas fileiras, a menos que aprofundemos a consciência ética dos nossos membros e, particularmente, dos nossos líderes”.

  A África do Sul está em 70º lugar entre 198 países no Índice de Corrupção Internacional de Transparência de 2019. No ano anterior ocupava 73º posto.