Queda do petróleo em Moçambique reduz défice da balança comercial de Moçambique

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Queda do petróleo em Moçambique reduz défice da balança comercial de Moçambique

A queda do preço do petróleo terá um impacto significativo na balança comercial de Moçambique em 2015, segundo a Economist Intelligence Unit (EIU), que antecipa uma redução do défice para 29,9% do produto interno bruto (PIB).

 Na sua análise macroeconómica do mês de Março sobre Moçambique, a EIU salienta que as importações de bens pelos sectores de mineração e de energia irão manter o défice da balança comercial elevado, embora o país deva beneficiar da descida do preço dos combustíveis, com uma redução de 6,9 pontos percentuais no saldo negativo face a 2014, quando foi registado um défice de 36,8% do PIB.

 Esta situação deverá favorecer as contas do Estado, que mantém um subsídio aos combustíveis, mas apenas em 2015, uma vez que os analistas da publicação esperam que o défice da balança comercial volte a registar uma subida para 34,8% do PIB já em 2016, motivada pelo “aumento dos preços dos combustíveis” e pela “desvalorização do metical”.

 Até 2018, o défice fiscal deverá reduzir de 10,4% do PIB , em 2014, para 7%, em resultado do crescimento económico acelerado que o país co-nhece e do aumento das receitas do sector mineiro, que devem compensar a diminui-ção da ajuda internacional ao Orçamento do Estado e o aumento das despesas do sector público.

Sobre o crescimento da economia moçambicana em 2015, a EIU mantém uma perspectiva mais optimista do que organizações como o Fundo Monetário Internacional (7%), considerando que o impacto das cheias que assolaram o país no início do ano deve levar a uma expansão do PIB de 7,2%, contra a previsão inicial de 7,6%.

 Já para o período compreendido entre 2016 e 2018, a publicação antecipa um crescimento médio do PIB de 7,4%, “sustentado por investimentos nos sectores de mineração e de energia”.

Relativamente à inflação média anual, que em 2014 foi de 2,3%, a EIU prevê que se mantenha abaixo de 5%, devendo situar-se em 3,9%.