PSD reclama revolução tranquila e CDS espera responsabilidade, compromisso e diálogo

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PSD O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, defendeu na sexta-feira que o Governo está a operar uma “revolução tranquila” e uma “transformação profunda na forma de fazer política” em Portugal ao “falar verdade” aos portugueses sobre a situação do país.

 Ao intervir na sessão de encerramento do debate parlamentar sobre o programa do Governo, Luís Montenegro evocou mesmo o antigo primeiro-ministro britânico Winston Churchill, que há mais de 70 anos com o mundo em guerra prometeu aos ingleses “trabalho árduo, sangue, suor e lágrimas”.
“Portugal não está em conflito militar nem corre perigo de ser invadido. Mas a crise em que estamos é igualmente grave, ameaça a qualidade de vida dos portugueses e corrói as suas esperanças de poderem usufruir da vida digna a que têm direito”, disse.

 Para o líder parlamentar social-democrata, “os poucos dias” que o Governo leva de funções e “o modo destemido e desempoeirado” evidenciado pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, “anunciam já, cabalmente, uma revolução tranquila feita a favor do país e contando com todos os portugueses”.
 Considerando “corajoso e realista” o programa do Governo, Luís Montenegro considerou que para mobilizar os cidadãos para a sua execução, o Estado tem que conquistar “autoridade moral”.
 “E só terá autoridade moral se aplicar a si próprio um esforço ainda maior do que aquele que impõe às pessoas. Não tenham dúvidas, a questão mais do que ideológica, é uma questão moral”, enfatizou.

 Antes, o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, manifestou esperança que a legislatura que agora se inicia seja marcada pela “responsabilidade, compromisso e diálogo”, enfatizando que o País exige ao Governo, mas também à oposição, “responsabilidade”.
“Os momentos são de grande dificuldade, as medidas que têm de ser tomadas são muito difíceis, terão um impacto importante na vida de muitos portugueses e este, não o escondemos, é também um programa de austeridade que a situação do País exige”, começou por afirmar.
 E acrescentou: “Por isso e para isso, serão necessários amplos consensos políticos, aprofundadas explicações, capacidade de diálogo e de compromisso na concertação social que envolva e mobilize todos em torno de um projecto nacional”.

 Salientando que o Governo escolheu “o caminho mais difícil” – “entre a coragem de dar más notícias e o conforto de contar uma boa mentira o Governo não hesitou, fez o que tinha a fazer”, disse – o líder da bancada democrata-cristã manifestou-se consciente do “impacto que terão” na vida dos portugueses as medidas de austeridade apresentadas.
“Mas temos também a esperança e a convicção que valerão a pena, que o País vai mesmo mudar de vida, que não mais estaremos dependentes de ajuda externa e que poderemos ser donos do nosso destino”, declarou.