PS perdeu maioria absoluta nos Açores

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O Partido Socialista perdeu cinco deputados e falha a maioria absoluta. Partido do Chega tem dois mandatos e é a quarta força política. CDU perdeu o único assento no parlamento regional. No conjunto, a Direita tem mais mandatos do que a Esquerda e o PSD não fecha a porta a uma coligação de governo alargada.

Os açorianos foram, ontem domingo 25 de Outubro, às urnas para decidirem a distribuição de 57 assentos da Assembleia Legislativa Regio-nal. Desta resultará o próximo governo da Re-gião Autónoma.

  No saldo das eleições, o PS ficou com 39,1% dos votos, o PSD com 33,7% e o CDS-PP mantém-se como terceira força com 5,5%. De seguida, o Chega, estreante, conseguiu chegar aos 5% e o Bloco de Esquerda alcançou 3,8% dos votos. O PPM contabilizou 2,3% dos votos, o PAN 1,9%, o Iniciativa Liberal exactamente a mesma percentagem, a CDU 1,6% e o Aliança 0,4%. Finalizando, o Livre atingiu 0,3% e o MPT e o PCTP/MRPP 0,1%.

  Na pandemia de coronavírus, a abstenção situou-se nos 54,58%, a segunda maior de sempre. De acordo com a Direcção Regional de Organi-zação e Administração Pública (DROAP), até ao encerramento das urnas, às 19h (20h em Lisboa) haviam votado 124.993 eleitores.

  Segundo a mesma instituição, nestas eleições regionais, encontravam-se inscritos 228.999 eleitores.

 

* Os resultados nos dez círculos eleitorais

 

  Na maior ilha dos Açores, São Miguel, o PS teve 38,9% dos votos e garantiu nove mandatos. O PSD averbou um resultado de 36,6% e também nove mandatos.

  Com 5,5% o Chega ganhou em São Miguel um dos seus dois assentos. Também o BE, com 4,3%, assegurou um mandato em São Miguel.

  Já no círculo de compensação (que contabiliza os votos que não serviram para eleger nos restantes círculos), os cinco lugares disponíveis foram atribuídos ao Bloco de Esquerda, CDS, Che-ga, Iniciativa Liberal e PAN.

  O primeiro círculo a fechar foi o da ilha mais pequena do arquipélago, o Corvo, onde a coligação PPM-CDS obteve 40% dos votos, o PS 35,1%, o PSD 22,3% e a CDU 0,7%. Este círculo elege dois assentos parlamentares: um foi para a coligação, outro para o PS.

  No Faial o PSD recolheu 41% dos votos e dois mandatos. O PS teve 30,3% e elegeu também dois deputados. Na terceira posição, a CDU teve 8,7% dos votos, o CDS 5,9%, o BE 3,6%, o Chega 2,9%, o PPM 2,6%, o PAN 1,5.

  Na Graciosa, o PS garantiu dois lugares na Assembleia Legislativa com 47,4% dos votos, o PSD teve 41,6% e elegeu um deputado.

  No Pico o PS alcançou os 44,8% (2 mandatos), enquanto o PSD teve 36,4% (dois mandatos).

  Em Santa Maria o PS garantiu dois dos três mandatos, com 43,9%. O PSD fica com um, com 23,2% dos votos.

  Em São Jorge, o PS foi o partido mais votado, com 32% dos votos, seguido de perto pelo CDS, com 31,6%. Já o PSD recolheu 18,4% dos votos. Cada um destes partidos elegeu um deputado à Assembleia Legislativa.

  Nas Flores, o PS teve 30% dos votos e elegeu um lugar. O PSD teve 28,2 e obteve um mandato. O PPM elegeu um dos seus representante na Assembleia Legislativa regional, por este círculo com 18,2% dos votos. Nota mais saliente da votação neste círculo: a CDU perdeu aquele que era o seu único deputado, que há quatro anos foi eleito precisamente pelas Flores.

  Na Terceira, que elege dez lugares, o PS ficou com cinco, com 41,2% dos votos. O PSD obtém quatro lugares, com 28,4% e o CDS um, com 9,4% votos.