Próxima cimeira luso-moçambicana será em Abril em Lisboa

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Próxima cimeira luso-moçambicana

Próxima cimeira luso-moçambicanaO ministro português das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça fez um balanço da “preenchida” visita a Moçambique, anunciando que a próxima cimeira Luso-Moçambicana será em Lisboa, em Abril.

 “Viemos mostrar aquilo que de melhor fazemos, com empresas de vanguarda no domínio das suas competências” e com tecnologia de ponta, e “queremos partilhar o que de melhor sabemos fazer, o que de melhor temos, e queremos com esse esforço contribuir para que Moçambique possa desenvolver as suas melhores competências e que cada vez mais a cooperação que nós temos se realize em pé de igualdade em todos os sentidos”, disse António Mendonça.

 Sempre salientando o bom relacionamento pessoal que tem com Paulo Zucula, António Mendonça lembrou que já manteve reuniões com o responsável em três momentos distintos e que em breve este se deslocará também a Lisboa, para inaugurar a ligação das Linhas Aéreas de Moçambique a Portugal, estando também prevista para Abril, em Lisboa, a próxima cimeira Luso-Moçambicana.

* Portugal e Angola assinam Memorando de Entendimento para cooperação na extensão da plataforma continental angolana

 Os Governos angolano e português assinaram na sexta-feira em Luanda um Memorando de Entendimento para a cooperação entre os dois estados no processo de preparação de delimitação das fronteiras marítimas e extensão da plataforma continental de Angola.
    O documento foi assinado,
pelo secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, Marcos Perestrello, do lado de Portugal, e pelo vice-ministro angolano da Defesa, Gaspar Rufino, do lado de Angola.

 Em declarações à imprensa no final da cerimónia, o secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, Marcos Perestrello, disse que a assinatura deste acordo “marca uma nova era na relação entre os dois Estados”.
 Segundo Marcos Perestrello, Portugal coloca ao dispor de Angola as suas capacidades técnicas, científicas e os meios que desenvolveu para apresentação da sua própria proposta de extensão da plataforma continental nas Nações Unidas, em Abril de 2010.

 “Agora Portugal põe ao dispor do Estado angolano esses meios, para que Angola possa submeter a sua proposta de delimitação das fronteiras e de extensão da sua plataforma continental, para que possa tirar um proveito cada vez maior dos recursos que estão no fundo do mar, para que as-suma uma responsabilidade cada vez maior enquanto agente produtor de segurança nesta região de África”, referiu o governante português.
 Marcos Perestrello, em visita de trabalho a Angola que termina hoje, 21 de Fevereiro, sublinhou que o Estado português vai apoiar Luanda com os meios próprios que desenvolveu, designadamente os de exploração dos fundos marinhos.

 O governante português sublinhou ainda que este acordo “consolida aquilo que tem sido uma relação no domínio da defesa, que já dura há 20 anos, e tem todas as condições para que nos próximos anos se venha a aprofundar cada vez mais”.
 Por sua vez, o vice-ministro angolano da Defesa, Gaspar Rufino, considerou “proveitosa” a relação de cooperação, sobretudo nos trabalhos que a Comissão Interministerial para a Delimitação e Demarcação das fronteiras marítimas vai realizar.

 “Penso que é proveitosa para toda a República de Angola, e para a marinha”, disse o vice-ministro angolano da Defesa.
 O secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar de Portugal agendou uma deslocação, ontem, à província de Benguela, onde foi visitar as Escolas de Especialistas Navais e de Aviação do Lobito. Marcos Perestrello regressa a Lisboa hoje, segunda-feira.