Projectos de empresas portuguesas estão a ser indicados como modelos a seguir na Venezuela

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Projectos de empresas portuguesas estão a ser indicados como modelos a seguir na Venezuela

Dois projectos em desenvolvimento por empresas portuguesas no Estado venezuelano de Bolívar (sudeste de Caracas) estão a ser indicados como modelos a seguir pelo governo da Venezuela, revelou o cônsul-geral de Portugal em Caracas.

 “São projectos que estão a ter uma projecção extraordinária em todo o país e que estão a ser indicados pelas autoridades centrais, aqui em Caracas, como um modelo a seguir por outros Estados da Venezuela”, disse.
 Paulo Martins Santos falava ao finalizar uma visita de três dias aos Estados venezuelanos de Bolívar e de Delta Amacuro, onde, além de ter mantido encontros com a comunidade lusa local, se reuniu com os governadores Francisco Rangel Gómez e Lizeta Hernández, respetivamente.
 O diplomata diz que a opinião lhe foi transmitida por Francisco Rangel Gómez, ao comentar os projectos para a construção da fábrica de “Granitos Bolívar”, pela empresa portuguesa Construal, da região de Pedro Pinheiro, e das “Alfarerías Bolívar” (Olarias Bolívar), pela Metalcértima, de Oliveira do Bairro.

 “Os diferentes governadores por todo o país estarão a ser persuadidos da utilidade de seguir um modelo parecido com estes, que foram seguidos no Estado de Bolívar, e de aproveitar esta boa vontade que as empresas portuguesas têm de trabalhar aqui, porque os resultados são evidentemente muito bons”, enfatizou.
 Por outro lado, precisou que a mesma informação foi-lhe reiterada pela governadora do Estado Delta Amacuro, Lizeta Hernández.
 “Consciente do sucesso do seu estado vizinho, transmitiu-me que está totalmente dis-ponível para ouvir propostas de empresas portuguesas para criar lá projectos parecidos”, afirmou.
Actualmente “não existe qua-se nada” de presença empresarial portuguesa no Estado de Delta Amacuro “e a ideia seria mudar isso”, disse o cônsul-geral, adiantando: “Percebi que a disponibilidade era total e que [a governadora] ficava à espera de propostas nossas para avançar”.

 Sobre a comunidade portuguesa naqueles dois Estados, Paulo Martins Santos percebeu que há um “enorme apreço” da parte das autoridades locais, o qual lhe “pareceu muito sincero”.

 “Reiteraram-me aquilo que me tem sido reiterado um pouco por todo o país: que é uma comunidade trabalhadora, honesta, integrada, muito respeitadora do país e muito agradecida pelo país onde está, estando realmente satisfeitos com a opção que tomaram de viver na Venezuela”, concluiu.
Durante a deslocação, o cônsul visitou a localidade de Tucupita (Estado de Delta Amacuro, a leste de Caracas), uma zona com muitos pequenos rios e ilhotas que vão dar ao Oceano Atlântico, onde é necessário uma pequena embarcação para se deslocar.
 Foi a primeira vez que um di-plomata luso contactou com a quase uma centena de portu-gueses que vivem na zona e que esteve em acampamentos locais de várias etnias indígenas.