Primeiro-ministro português visita Estados Unidos em Junho para renovar parceria estratégica

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O primeiro-ministro anunciou que visitará os Estados Unidos, “de costa a costa”, entre os dias 10 e 16 de Junho, numa deslocação em que assumiu como objectivo prioritário a renovação da parceria estratégica entre os dois países.

 António Costa falava terça-feira perante membros da Associação de Amizade Portugal Estados Unidos, em Lisboa, num discurso em que defendeu o papel estratégico dos Açores, não só no plano da defesa, mas em múltiplos sectores, “como ponte” entre os continentes americano e europeu.

 O primeiro-ministro começou por referir que participará com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas que vão começar nos Açores e que se estenderão depois a Boston.

 “Atravessarão este ano esse oceano que nos une, proporcionando-nos um momento simbólico único para celebrarmos a nossa aliança e uma longa história partilhada”, disse.

 António Costa detalhou depois que o programa nos Estados Unidos incluirá passagens por Boston, Providence, estas com o Chefe de Estado, mas, depois, também, por São Francisco, Sacramento, Newark e Nova Iorque.

 “De costa a costa, manterei contactos com as comunidades portuguesas que prolongam o nosso país por diferentes partes do território norte-americano, manterei um extenso programa de contactos com empresas e instituições financeiras na Califórnia e em Nova Iorque. Em todos os lugares procurarei apresentar aos nossos parceiros norte-americanos a face moderna de Portugal”, salientou o primeiro-ministro.

 Neste contexto, o líder do executivo recorreu à História para observar que, ao longo dos últimos séculos, “foram muitos os europeus que partiram para o `Novo Mundo’ em busca de maior prosperidade, dinamismo e espaço para a criatividade.

 “Mas podemos afirmar que temos hoje novos mundos nos dois lados do Atlântico. Em Portugal, estamos a criar os fundamentos para uma economia voltada para os desafios do futuro, com incorporação de conhecimento, tecnologia e uma sólida base industrial. Queremos fazê-lo com a nossa tradicional abertura ao mundo e a participação dos nossos parceiros”, declarou.

 É essa, segundo António Costa, uma das mensagens que levará ao longo da visita, “acompanhada pelo empenho em construir com os Estados Unidos uma parceria renovada”.

 Na sua intervenção, o líder do executivo referiu-se igualmente ao papel específico “e muito antigo” dos Açores na relação transatlântica.

 “Os Açores não foram no passado e não são no presente apenas um caminho em direcção a algo. Têm de ser cada vez mais o próprio centro de um conjunto de actividades com impacto positivo para as populações do arquipélago e para a cooperação internacional”, sustentou.

 Por isso, para António Costa, nessa ideia de “parceria estratégica renovada”, para além da cooperação na área da defesa, com a Base das Lajes, “faz todo o sentido manter os Açores e os Estados Unidos envolvidos nos projectos em desenvolvimento do ´Air Center’ e do Centro de Segurança do Atlântico”.

 O primeiro-ministro acrescentou, neste contexto, a importância científica do estudo do espaço e do mar profundo, designadamente para o aprofundamento do conhecimento em matéria de alterações climáticas.