Primeiro-ministro Passos Coelho em Luanda para aprofundar aliança estratégica com Angola

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Primeiro-ministro Passos Coelho em Luanda para aprofundar aliança estratégica com Angola

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse na quinta-feira em Luanda que Portugal pretende ver "aprofundada e intensificada" a aliança estratégica que tem com Angola e o Brasil.

 Pedro Passos Coelho fazia uma intervenção após o encontro que manteve com José Eduardo dos Santos e momentos antes de uma conferência de imprensa conjunta realizada no jardim do Palácio Presidencial.
 De acordo com o governante português, durante a audiência que manteve com o chefe de Estado angolano pôde transmitir a perspectiva que Portugal tem sobre a aliança estratégica a ser desenvolvida entre os três países.

 "A relação entre Portugal e Angola não é de agora, não é de oportunidade, traduz não apenas um relacionamento de excelência que vamos mantendo há muitos anos, mas também uma aposta estratégica que os nossos governos têm feito", disse Pedro Passos Coelho.
 O primeiro-ministro português sublinhou ainda na sua intervenção que Portugal "tem uma visão, não de curto prazo, mas de médio e longo prazo sobre essa aliança estratégica".

 “Portanto, aqueles que pensam que Portugal se volta agora para Angola ou para o Brasil porque atravessa um período económico de maiores dificuldades estão a confundir aquilo que é acessório daquilo que é estruturante e essencial”, disse o governante.
 Pedro Passos Coelho agradeceu a disponibilidade de Angola em ajudar Portugal nesta fase de crise económica que atravessa.
 "Fico muito sensibilizado com as palavras do senhor Presidente, que disse que tal como Portugal esteve nos momentos difíceis com Angola, também Angola está com Portugal neste momento mais difícil que atravessamos, mas a verdade é que o nosso relacionamento está muito mais para além das dificuldades", frisou.

 O governante português destacou ainda na sua intervenção a realização da primeira cimeira bilateral, em 2013, entre os dois países, subordinada à aliança estratégica, que engloba outros países.

 "Fiquei muito sensibilizado pelo facto de o senhor Presidente ter aderido à essa nossa ideia de que essa cimeira bilateral subordinada ao lema do crescimento sustentável, poderá vir a ter lugar em 2013, em data e local a definir, mas que haverá desde já uma comissão que irá preparar os trabalhos dessa agenda", disse.

 Na sua intervenção, o primeiro-ministro português manifestou o "apreço que Portugal sente pelo caminho de consolidação das instituições democráticas que se vem realizando em Angola".