Presidentes dos EUA e de Cuba reúnem-se pela primeira vez em meio século

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Presidentes dos EUA e de Cuba reúnem-se pela primeira vez em meio século

Os Presidentes dos Estados Unidos e de Cuba, Barack Obama e Raúl Castro, manti-veram sábado conversações históricas no Panamá, no primeiro encontro desde a década de 1950 entre líderes de antigos adversários da Guerra Fria.

 Obama e Castro reuniram-se à margem da VII Cimeira das Américas que decorreu na Cidade do Panamá, após terem emitido discursos conciliatórios perante cerca de 30 líderes regionais.

 Barack Obama disse que o tempo em que o seu país se intrometia na política dos países latino-americanos acabou. Raúl Castro elogiou a sua honestidade e admitiu  que a responsabilidade pelas políticas contra Cuba não é do Presidente americano.

 A sétima cimeira das Américas, que terminou na noite de sábado na Cidade do Panamá, ficará na História como aquela em que os líderes da região prometeram virar a página, pondo de lado o modelo do passado, e escrever um novo capítulo, de um futuro em que os Estados Unidos “já não interferem impunemente” nos assuntos dos países latino-americanos, conforme pro-meteu o Presidente Barack Obama, e em que todos os parceiros estão comprometidos com a paz, como defendeu o líder venezuelano, Nicolás Maduro.

“O tempo em que os Estados Unidos interferiam livremente nos assuntos regionais acabou”, declarou Obama, na sua primeira intervenção perante os parceiros continentais e das ilhas do Caribe, na sessão de abertura dos trabalhos. Estava marcado o tom conciliatório, mas antes mesmo das palavras ficaram os actos: à chegada ao salão da conferência, repleto de chefes de Estado e outros dignitários, o Presidente norte-americano procurou deliberadamente o seu congénere de Cuba, Raúl Castro. O aperto de mão, breve, entre os dois, encerrava todo o programa da cimeira.

Um batalhão de jornalistas e observadores aguardava an-siosamente pelo momento, confiantes de poder interpretar nesse primeiro cumprimento, nas palavras de circunstâncias ou na linguagem corporal dos dois líderes, o sentido das negociações anunciadas há pouco mais de três meses para a retoma do relacionamento diplomático entre Washington e Havana, interrompido há cinco décadas.