Presidentes da UEFA e da FIFA têm que ser neutros – Fernando Santos

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Presidentes da UEFA e da FIFA têm que ser neutros - Fernando Santos

O seleccionador de futebol de Portugal, Fernando Santos, criticou os presidentes da UEFA e da FIFA pelos comentários públicos sobre a atribuição da Bola de Ouro de 2014 e considerou-se convicto que Cristiano Ronaldo "vai ganhar".

 No dia em que a FIFA anunciou os nomes dos três joga-dores finalistas à conquista do troféu de Melhor Jogador do Mundo deste ano, Fernando Santos considerou que as re-centes palavras do presidente da UEFA, Michel Platini, que considerou que, em ano de Mundial, a Bola de Ouro deveria ser entregue a um jogador campeão do mundo, "não fazem sentido".

 "Essa questão de ter que ganhar um alemão, isso não pode ser assim, isto tem a ver com a qualidade e com o que se faz ao longo da época e, este ano, ninguém fez mais que o Cristiano", disse à margem de uma visita à Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, iniciativa da Associação de Invisuais do Distrito de Braga.

 Instado a comentar essas palavras do presidente da UEFA, o seleccionador nacional respondeu: “Não tenho que encontrar justificação para as palavras de Platini, são palavras dele, mas não faz sentido que pessoas que estão nesses lugares e têm esses cargos, não só o presidente da UEFA, como também o presidente da FIFA, façam comentários como têm feito nos últimos anos”.

 “Não faz sentido nenhum, eles têm que ser claramente neutros, não podem interferir por alguma razão, mesmo que o pensassem.

 Só faria sentido se ele nomeasse um jogador e dissesse porquê, mas ele disse que de-via ganhar um alemão, sinceramente nem vou dizer como o qualificava, porque não me ficava bem na posição em que estou", afirmou.

 Frisando a convicção de que o "capitão" da selecção nacional "vai ganhar – votei nele, acho que vai ser a escolha consensual -", Fernando Santos lembrou que "este é um prémio individual e não colectivo, e mesmo aí o Cristiano teria algumas hipó-teses porque ganhou a Liga dos Campeões e isso é sempre excelente".

 Abordou ainda a questão do castigo que lhe foi imposto pela FIFA quando era selecionador da Grécia, após o jogo com a Costa Rica no Mundial2014, e cujo julgamento foi adiado para 9 de Janeiro de 2015. Isso cria sempre alguma ansiedade, mas condicionalismo no trabalho não.

 Eu preferia que fosse agora porque, obviamente que quanto mais rápido acontecer, mais rápido saberemos com o que contar para o futuro.

 Acredito, e estou convicto disso, que as razões que tenho e, até mais do que isso, as ra-zões que a FIFA não tem para me ter castigado desta forma, são suficientemente fortes para reduzir o castigo", concluiu.