Presidente sul-africano apela à Europa para partilhar acesso a vacinas

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O Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa apelou aos países europeus para partilharem o acesso universal à vacina da covid-19.

  “Estamos profundamente preocupados com o problema do ‘nacionalismo da vacina’, que, se não for abordado, colocará em risco a recuperação de todos os países”, declarou Ramaphosa, na sua intervenção por videoconferência numa reunião virtual do Fórum Económico Mundial.

  O chefe de Estado sul-africano sublinhou que “alguns países ricos adquiriram muito mais vacinas do que necessitavam”, acrescentando que “estão a monopolizar o acesso a doses”.

  “Partilhem a vacina para que os outros países que não têm acesso possam também receber”, instou Ramaphosa.

  O Presidente sul-africano referiu que o acesso universal “não significa que as vacinas devem ser doadas gratuitamente aos países mais pobres”.

  “O combate da pandemia em todo Mundo exigirá maior colaboração no lançamento de vacinas, garantindo que nenhum país seja deixado para trás nesse esforço”, afirmou o Presidente da República da África do Sul, salientando que a pandemia evidenciou “a importância vital das instituições multilaterais em facilitar a coordenação, cooperação e respostas comuns”.

  A África do Sul, o país com o maior número de casos de infecção por covid-19 no continente, contabiliza mais de 1,4 milhões de infecções e 41.000 mortos, segundo dados oficiais.

  “A actual crise económica segue-se a uma década de fraco crescimento económico, o que agrava a complexidade e dificuldade da recuperação económica da África do Sul”, frisou.

  Ramaphosa, que é o actual presidente da União Africana, disse ao Fórum Económico Mundial que o continente conseguiu assegurar o acesso provisório a 270 milhões de doses da vacina, através de um grupo africano de aquisição de vacinas covid-19, e mais 600 milhões doses adicionais que espera conseguir através da iniciativa Covax, da Organização Mundial da Saúde.

  África registava na semana passada 85.883 mortos e mais de 3,4 milhões de infectados pelo novo coronavírus, de acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC).