Presidente Marcelo considera ser causa nacional limpar florestas para evitar fogos

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou sábado, no Parque Nacional Peneda-Gerês, em Terras de Bouro, distrito de Braga, que a limpeza da floresta para prevenir incêndios é uma “causa nacional”.

 “É uma causa nacional e esta proximidade da floresta e da importância da floresta é um salto qualitativo importante na nossa sociedade”, disse.

 Para Marcelo Rebelo de Sousa, “há hoje uma atenção e uma proximidade [à floresta] da parte dos portugueses, todos eles, que não houve no passado”.

“Isso é muito bom”, sublinhou.

 O Presidente reafirmou a sua disponibilidade para apoiar “todas as medidas” que o Parlamento entender tomar em termos de defesa da floresta e de prevenção de incêndios.

 Um apoio, sublinhou, “sem angústias, sem dúvidas e sem hesitações metafísicas”.

 Portanto, não vale a pena especular e tentar encontrar divisões onde não existem”, disse ainda.

 Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que uma parte do país, que apelidou de “país metropolitano”, chegou tarde à compreensão desta “causa nacional”, mas “agora já a percebe melhor”.

 “O país metropolitano vive noutra onda, não percebe tão bem a floresta”, afirmou.

 O PR falava no Parque Nacional da Peneda-Gerês, onde se foi inteirar do trabalho feito e a decorrer para proteger a floresta, designadamente a limpeza das matas.

 Presentes estiveram também os ministros do Ambiente e da Defesa Nacional, além do presidente da Comissão Parlamentar do Ambiente.

 Tanto Marcelo Rebelo de Sousa como o primeiro-ministro António Costa participam sábado, em diferentes zonas do país, em várias iniciativas de limpeza de mato e defesa da floresta organizadas em parceria com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).

 O Chefe de Estado esteve à tarde em Viseu, no Regimento de Infantaria N.º 14, participando em “trabalhos de gestão de combustível e conservação de habitats naturais”.

    O Presidente da República também defendeu que quem quiser ser governo, hoje ou no futuro, só o conseguirá com a vitória no combate por uma floresta “melhor preservada e valorizada”.

 No final de uma visita à Serra do Crasto, no concelho de Viseu, para acompanhar uma ação de limpeza de mato, Marcelo Rebelo de Sousa disse aos jornalistas que “tudo o que seja necessário fazer para sensibilizar as pessoas” para esta questão deve ser feito.

 “Independentemente de depois haver sobre determinadas acções concretas opiniões diferentes, faz parte da lógica política”, acrescentou.

 O Presidente da República frisou a importância de se ganhar “este combate que é nacional, por um Portugal melhor, por uma floresta mais bem compreendida e ainda melhor preservada e valorizada”.

 “É tão importante isso que eu acho que o debate por mais votos, menos votos, é secundário. Quem quer que seja Governo, hoje, daqui a quatro, oito, doze, dezasseis anos, só ganha com a vitória neste combate. Quem achar o contrário é porque não tenciona ser Governo tão depressa”, frisou.

 Marcelo Rebelo de Sousa disse que “Portugal inteiro está com os olhos postos na floresta e percebeu a importância de ter os olhos postos da floresta”.

 “Não é uma bizantinice, é, de facto, um património nacional e é, portanto, uma causa nacional”, sublinhou.

 Depois de passar um dia a acompanhar acções de limpeza florestal para gestão de combustível e conservação de habitats naturais, o Chefe de Estado concluiu que “a união faz a força”.

 “Como Comandante Supremo das Forças Armadas fico muito orgulhoso por aquilo que vi que foi feito. E só visto é que se acredita”, acrescentou.

 Marcelo Rebelo de Sousa recusou voltar a falar dos incêndios do ano passado, porque o importante é “trabalhar para o futuro”.

 “Não há nada como tirar as lições do passado, mas construir esse futuro”, afirmou, realçando a colaboração de várias entidades, “mas aqui de uma forma muito especial com a intervenção das Forças Armadas”.

 Na sua opinião, Portugal está a preparar-se para que não ocorram novas tragédias, “no sentido amplo do termo”, ou seja, envolvendo as autarquias, os presidentes de Juntas de Freguesia, o Instituto de Conservação da Natureza, os sapadores, os bombeiros e a GNR.

 “Se há coisa que temos de reconhecer no que tem sido feito ao longo dos últimos meses e semanas é uma acção de sensibilização das populações. Só quem não vê televisão, não ouve rádio, não lê jornais, não acompanha o que se passa a nível nacional e local é que não vê o esforço que tem havido de sensibilização”, considerou.