Presidente Guebuza reafirma eleições gerais em Moçambique em Outubro

0
107
Presidente Guebuza reafirma eleições gerais em Moçambique em Outubro

O presidente moçambicano, Armando Guebuza, reconheceu em Maputo que as tensões militares com a Renamo, maior partido de oposição, são um factor de perturbação das eleições gerais, mas re-afirmou que a votação terá lugar a 15 de Outubro.

 Numa conferência de imprensa no final de uma visita de trabalho de três dias à cidade de Maputo, Guebuza defendeu que os confrontos entre Exército e Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) justificam a necessidade de eleições na data prevista.

 “Nós temos de viver dentro de uma certa ordem e dentro de uma certa lógica. As eleições fazem parte da ordem e da lógica e vão ser realizadas”, afirmou o Presidente moçambicano.

 “A Renamo não está a reagir positivamente. Não me pare-ce que a Renamo tenha a mesma agenda connosco. A nossa agenda é garantir o bem-estar do nosso povo”, disse ainda Guebuza, quando questionado sobre o que está a dificultar o diálogo, iniciado há mais de um ano, com o maior partido de oposição.

 

 O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, refugiou-se na Serra da Gorongosa, centro do país, na sequência da ocupação pelo Exército moçambicano do acampamento em que vivia na região, em Outubro passado, no seguimento da tensão política e militar que assola o país desde finais de 2012, devido a divergências em torno da lei eleitoral e da alegada marginalização dos antigos guerrilheiros do movimento no exército.

 Apesar de o diferendo em torno da legislação eleitoral ter sido ultrapassado com a aprovação de emendas exigidas pelo principal partido da oposição, a tensão política e militar ainda não foi resolvida, devido a desentendimentos em torno da desmilitarização do braço armado da Renamo e da integração de militares do movimento na hierarquia das forças de defesa e segurança.

 A Renamo acusa o Governo de reforçar as suas posições militares na Gorongosa, com vista à eliminação de Dhlakama, mas o executivo diz que o líder da oposição é livre de sair do seu esconderijo.