Presidente do Vitória de Guimarães admite erros na gestão do futebol na época anterior

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Presidente do Vitória de Guimarães admite erros na gestão do futebol na época anterior

O presidente do Vitória de Guimarães, Júlio Mendes, admitiu, no final da Assembleia-Geral do clube da I Liga de futebol, que a Direção cometeu erros durante a época passada, que vai tentar corrigir na próxima.

 

 A Direcção do clube vimaranense ouviu críticas de alguns associados presentes no pa-vilhão do clube relativamente à forma como o futebol foi gerido em 2015/16 – a equipa foi 10.ª no campeonato -, com o dirigente a reconhecer que essas críticas "foram aceites".

 "Temos a consciência de que cometemos alguns erros nes-ta época e vamos tentar me-lhorar", assumiu, recordando que, ao longo dos últimos quatro anos, o Vitória tem tido "sucesso" no trabalho e "re-sultados desportivos" corres-pondentes, apesar de querer melhorar nesse sentido.

 O elenco directivo ouviu também críticas sobre outros as-pectos da vida do clube, com o presidente a reconhecer que algumas "sinalizações" face ao que é preciso melhorar nas instalações do Estádio D. Afonso Henriques e do Complexo Desportivo são pertinentes, mas que outras críticas, relativamente aos valores arrecadados em transferências, não se enquadram na sua forma de agir.

 "Outro tipo de intervenções acabam por bater sempre um bocado no mesmo, tal como dizer que o Vitória vende a saldo.

 No dia em que entenderem que este modelo já não serve, eu estarei disponível para ceder a vez, porque é assim que temos de estar nas instituições", considerou.

 Júlio Mendes mostrou-se ainda surpreendido por alguns sócios serem contra o acompanhamento do clube no au-mento de capital social da SAD de 1,535 para 4,5 milhões de euros, que será votado em reunião de accionistas, até porque as críticas anteriores surgiam do facto do clube deter apenas 40%.

 "Até agora, o que assistimos foi sempre a crítica de sermos minoritários na SAD. Defendi lá atrás que o modelo para ter sucesso não podia dizer a quem viesse investir que não teria uma palavra a dizer.

 Nesta reunião ouvi precisamente o contrário", disse.

 O dirigente relembrou ainda que se exaltou "um pouco" face a "uma ou outra interven-ção" que lhe "pareceu exage-rada", nomeadamente a de um associado que referiu a "falência social do Vitória", defendendo que a sua Direcção salvou um clube que "estava falido e ia fechar".

 

* Sócios do Vitória de Guimarães aprovam orçamento para a próxima época por maioria

 

 Cerca de uma centena de sócios do Vitória de Gui-marães, clube da I Liga de futebol, aprovou em Assembleia Geral, por maioria, o orçamento do clube para a temporada 2016/17, que prevê um resultado negativo de 172.500 euros.

 O défice relativo à proposta que engloba a parte do futebol de formação, modalidades e gestão das piscinas, resulta das amortizações e depreciações no valor de 905.000 euros, contemplando previamente um resultado operacional de 732.500 euros, que ascende aos 990.500, antes do pagamento de juros e impostos.

 O vice-presidente vitoriano para a área financeira, Francisco Príncipe, destacou que o Vitória pode "apresentar re-sultados líquidos positivos a médio prazo", graças à "diminuição progressiva dos custos financeiros", após a renegociação de contratos de crédito com a banca.

 O dirigente destacou ainda a "rentabilização progressiva do património", dando o exemplo dos 3,6 milhões de euros que o clube vai receber nos próximos 20 anos pela instalação de um ginásio no Estádio D. Afonso Henriques,

 O responsável revelou ainda que a quota para as modalida-des, área em que o orçamento projecta um resultado negativo de 107.000 euros, manter-se-á até 2017/18, épo-ca em que a Direção do clube termina o mandato.

 O presidente da Direção, Júlio Mendes, também interveio na reunião magna, assumindo que gostava de "ter muito dinheiro para contratar os melhores jogadores", apesar de ter dito que "30% do investimento" realizado no futebol resulta de dinheiro que o clube não tem.