Presidente do Marítimo do Funchal visitou o Marítimo de Pretória

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Presidente do Marítimo do Funchal visitou o Marítimo de Pretória

Presidente do Marítimo do Funchal visitou o Marítimo de PretóriaNa sua deslocação à África do Sul, o presidente do Club Sport Marítimo do Funchal, José Carlos Rodrigues Pereira, acompanhado do seu vice-presidente Jorge de Freitas, do vogal António Emanuel “Bragança”, de Luís Camacho, e do comendador Joe Quintal, visitou na noite da penúltima sexta-feira, 1 de Julho, as instalações que o Club Sport Marítimo de Pretória utiliza como sede em Hatfield, da capital sul-africana.

Onde aguardado pelos presidentes dos três órgãos directivos, Manuel Furriel (Direcção), Manuel Jardim (Conselho Fiscal), e Carlos Ribeiro (Assembleia-Geral), assim como do secretário da embaixada, dr. Pedro de Almeida, dos presidentes da Assembleia-Geral da ACPP, Manuel José, e o da Academia do Bacalhau desta mesma cidade, Ivo de Sousa, assim como de vários populares em número a rondar a meia centena de pessoas, lhe foi oferecida uma recepção de espetada e outros petiscos em que não faltaram os bolinhos de bacalhau e rissóis de camarão.

  Depois das boas vindas a essas individualidades que do Funchal visitaram pela primeira vez o Marítimo de Pretória, e agradecimentos a quantos nessa noite se associaram a esta recepção, como ali foi referido patrocinada por Joaquim Monteiro, foi guardado um minuto de silêncio à memória de Maria Fátima Paulo Caldeira, falecida na manhã desse mesmo dia, cunhada do vice-presidente deste mesmo Marítimo, Ivo de Sousa, e destacada por Manuel Furriel a honra da visita desses dirigentes do Marítimo do Funchal, à filial maritimista de Pretória, a quem em reconhecimento fez entrega a Carlos Pereira de diploma de sócio honorário deste clube verde rubro a que preside, e de salva de prata em reconhecimento à sua visita ao Club Sport Marítimo de Pretória, e de galhardetes aos acompanhantes, Jorge de Freitas, António Emanuel “Bragança”, e Rui Camacho, perante estrondosa salva de palmas dos presentes.

  Sensibilizado com todas estas deferências e maneira carinhosa como fora recebido, Carlos Pereira fez questão de realçar todas essas amabilidades através das palavras que a seguir dirigiu, em que depois de a todos saudar e dar conta da mensagem que trouxera do presidente do Governo Regional, dr. Alberto João Jardim, já que nesta precisa data, 1 de Julho, se comemorava o Dia da Região Autónoma da Madeira, a agradecer à comunidade madeirense da África do Sul, tudo aquilo que tem feito pela sua terra, com destaque para a solidariedade demonstrada após os estragos causados pelo temporal devastador de 20 de Fevereiro do ano transacto, passou na sua longa intervenção a falar do percurso do Marítimo que lidera no Funchal, com cem anos de existência, por conseguinte nascido, como frisou, antes da República Portuguesa su-ceder à monarquia.

  Nesse historial, Carlos Pereira destacou como das mais acentuadas proezas do Marítimo, o título de campeão de Portugal em 1926, e a vitoriosa digressão de seis meses às Áfricas, onde ganhou tudo o que havia para ganhar, coisa que nem Benfica, Porto ou Sporting haviam conseguido, daí o dia do regresso dessa proeza, ser festejado como primeiro feriado não oficial na Ilha da Madeira, e a isso talvez ser devendo a letra do seu hino, “lá vêm lá vêm as nossas maravilhas, os endiabrados campeões das ilhas” recordando também, mas aqui como parte negativa o facto de Portugal não deixar o Marítimo participar nos campeonatos nacionais de futebol, ou de qualquer outra modalidade.

  Como guerreiros e valentes que sempre fomos e continuamos a ser homens do mar e de luta, decidimos dizer não, ultrapassar essas contrariedades, apresentando a nossa candidatura aos campeonatos nacionais de futebol.
  Foi uma luta muito grande, e achando-nos com direito a participar nos nacionais do desporto rei, porque também somos portugueses, e não querermos ser portugueses de segunda, o que nos valeu para neles participar o termos de pagar viagens, estadias em hotéis, transportes, e ain-da por cima aos árbitros que em muitas vezes nos vinham prejudicar, daí que a história do Marítimo se resume a um historial de dificuldades, que com arte e engenho soubémos ultrapassar, tudo hoje se reflectindo na grandeza que somos.

  Com a juventude a afastar-se hoje daquilo que lhe indicamos e consideramos mais aconselhável, devido às facilidades de toda a espécie que na actualidade encontram por todo o lado, não obstante e no que diz respeito aos benefícios que o Marítimo presentemente lhes pode oferecer, em que do velho Almirante Reis fomos para Santo António, criarmos o complexo que todos bem conhecem, que tem uma escola, o único clube no espaço português que tem uma escola primária, que vai desde a pré-escolar até ao primeiro ciclo, um pavilhão, uma clínica, uma cozinha, parque de estacionamento e campos relvados, tudo isto conseguido com muita luta, muito trabalho e grande dedicação.

  Considerando hoje pedintes todos os dirigentes de clubes, pois só com ajudas, a juntar a imaginação e dinamismo podemos evoluir e crescer como desejamos, fazer fa-ce a grandes despesas e nos permite suportarmos hoje o dispendioso futebol, considerado mola impulsionadora de qualquer clube, pelo nosso lado com os cinquenta atletas que temos nas nossas equipas “A” e “B”, além de outros 2950 noutras modalidades, mas que são também atletas do Marítimo e devemos acarinhar, já que todos eles defendem as cores do nosso clube, e com este procedimento vamos aumentando o número de sócios e o nosso prestígio.
  Finalizando com elogios e agradecimentos ao modo co-mo nesta representação maritimista foram recebidos e tratados, prometendo no futuro idênticos contactos em vi-sitas do género, a fim de reforçar cada vez mais a ligação que se pretende de todas as filiais espalhadas pelo mundo, ao Marítimo do Funchal, para o que até estão ali a montar um canal de televisão, para duma forma mais rápida poderem mostrar muito do que no capítulo de experiência o clube tem para oferecer, já que como frisou, es-tão sempre disponíveis para ajudar e contribuir com o que puderem.

  Finda esta sua intervenção, Carlos Pereira voltou a ser reconhecido com mais lembranças, desta vez pelo presidente da Academia do Bacalhau de Pretória, Ivo de Sousa, e pela ACPP, colectividade que visitara nessa mesma noite antes de rumar ao Marítimo, e lhe fora entregue pelo líder da assembleia-geral, Manuel José, aqui em reconhecimento ao convite que pelo centenário do Marítimo do Funchal fora feito à equipa da ACP de Pretória para participar no torneio de futebol com que foi celebrada essa efeméride, e maneira como nessa ocasião toda a caravana fora tratada na Madeira.