Presidente do CPC defende que José Cesário deve ter como prioridade Lei do Conselho das Comunidades

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Presidente do CPC

Presidente do CPCO novo secretário de Estado das Comunidades deve ter como prioridade a revisão da Lei do Conselho das Comunidades Portuguesas, defendeu o presidente do Conselho Permanente daquele órgão.

 Fernando Gomes, presidente do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades manifestou-se “satisfeito” pela escolha de José Cesário para a secretaria de Estado das Comunidades, mas alertou para o grande volume de trabalho que é “premente” concretizar.
 “Como presidente do Conselho Permanente, é com satisfação que soube da nome-ação de José Cesário como secretário de Estado, uma vez que é uma pessoa com quem nos temos relacionado de forma continuada nestes últimos dois anos e meio, é uma pessoa que conhece a pasta”, disse Fernando Gomes.

 Repetente na pasta das Comunidades Portuguesas, José Cesário tem mantido o contacto com a diáspora pelas funções que vinha a desempenhar como deputado pela emigração, razão pela qual Fernando Gomes espera que se possa “dar um passo em frente e resolver uma série de questões, porque há assuntos do Conselho das Comunidades que são prementes”.
 Preferindo abordar os aspectos “macro”, Fernando Gomes aponta a revisão da lei do Conselho das Comunidades, um tema já discutido com o anterior secretário de Estado, António Braga, e com José Cesário, embora na qualidade de deputado, função que lhe dá o “conhecimento” dos temas necessários à área.

 O responsável disse também já ter falado telefonicamente com José Cesário, a quem manifestou “disponibilidade” para acompanhar o trabalho de Verão do Executivo portu-guês, de forma a poder “avan-çar já uma série de ideias e projectos”.
 Sobre a temática do diploma do Conselho das Comunidades, acrescentou que há que encontrar a forma certa de funcionamento e financiamento.
 “Sabemos que o país está em crise, mas também o Conselho das Comunidades está em crise. Aliás, já vem de uma cri-se nos últimos três a quatro anos e, naturalmente, dentro das limitações, temos de ar-ranjar espaço de aproximação, de coexistência e também de sobrevivência e continuidade do Conselho das Comunidades”, disse.

 O presidente do Conselho Permanente acrescentou ain-da acreditar num bom traba-lho com José Cesário, mas, por agora, apenas promete trabalho.
“Sabemos que dentro do programa e pela boca de José Cesário havia muita aproximação às nossas iniciativas, mas agora a ver vamos … vamos trabalhar”, concluiu.