Presidente do Brasil vai a Portugal na próxima semana

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Presidente do Brasil

Presidente do BrasilA Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, estará em Portugal nos próximos dias 29 e 30 de março, segundo publicou a Agência Brasil. Rousseff acompanhará o ex-Presidente Lula da Silva, que receberá o título de doutor honoris causa pela Universidade de Coimbra.

 As informações foram confirmadas por assessores da Presidência da República e revelam ainda que na agenda está prevista uma reunião de Dilma com o seu homólogo português, Cavaco Silva, e o primeiro-ministro, José Sócrates.
 Embora ainda não definida, existe a possibilidade de Dilma seguir até a Grécia. Se for ao país, a Presidente deverá encontrar-se com o Presidente grego, Károlos Papúlias, e o primeiro-ministro, Georgius Papandreu, em Atenas.

* Obama garante que para o Brasil o futuro já chegou
          
 O Presidente norte-america-no, Barack Obama, afirmou sábado perante uma plateia de empresários que o progresso do Brasil é “absolutamente surpreendente”, sendo já uma “potência económica e financeira”.
 Obama, que falava num encontro promovido pela Confederação Nacional das Indústrias, afirmou: “Quantas vezes disseram que o Brasil é o país do futuro? Bem, o futuro chegou e, apesar das incertezas dos últimos anos, o Brasil colocou-se na dianteira, como uma potência económica e financeira”.
 “Vocês não chegaram aqui simplesmente por sorte. O sucesso aconteceu por conta do trabalho duro e da perseverança do povo brasileiro; o espírito empreendedor de muitos presentes aqui nesta sala”, continuou.

 O Presidente norte-america no aproveitou a oportunidade para falar de um acordo assinado com o Brasil no campo da energia.
 “Estamos a lançar uma parceria de economia verde entre Brasil e Estados Unidos, porque sabemos que a energia limpa é uma das melhores formas de se criar novos empregos e novos sectores nas duas nações”, disse.
 Obama garantiu ainda que as relações entre os dois países são sempre positivas: “não há dívidas: os EUA e o Brasil beneficiam dos laços económicos que criámos ao longo dos anos”.

 Por fim, Obama confirmou que o Brasil tem mostrado ao mundo que a democracia ainda é o melhor caminho para o desenvolvimento económico e é “a melhor parceira para o futuro”.

* Falta de diálogo é ponto crítico nas relações comerciais – diz presidente da Petrobras
          
 A falta de diálogo entre Brasil e Estados Unidos foi um dos pontos questionados pelo presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, na reunião da cimei-ra empresarial Brasil-Estados Unidos realizada sábado.

 “Nós não conseguimos conversar com alguém do Governo americano. É difícil falar com alguém nos EUA”, criticou o presidente da petrolífera brasileira.
 Gabrielli falou à margem do debate “Criando um Futuro Seguro e Sustentável para o Setor Energético”, que decorreu em Brasília.
 Para Gabrielli, a maior dificuldade do Brasil na hora de fechar acordos com os Estados Unidos é a falta de diálogo entre os dois países.
 No âmbito da visita do Presidente norte-americano ao país, os executivos presentes no encontro empresarial discutiram melhorias para as relações comerciais entre os dois países e criticaram o proteccionismo.
 Gabrielli ressaltou que “os EUA têm um proteccionismo muito forte e, por um tempo, vão continuar a proteger agricultores americanos. Mas é possível considerar os interesses brasileiros”.
 Cerca de 100 dirigentes empresariais brasileiros e norte-americanos estiveram reunidos no Palácio Itamaraty.
 Antes do almoço, os presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama proferiram um breve discurso para encerrar o fórum de executivos.
 “No comércio bilateral, estou certa de que é mútuo o interesse em promover a geração de fluxos mais equilibrados, tanto em termos quantitativos, quanto qualitativos. A capacidade e o dinamismo do setor privado dos nossos países são fundamentais para atingirmos esse objectivo”, afirmou a anfitriã do evento.
 O Brasil, disse Dilma Rousseff, vive uma realidade económica “sólida e pujante” e é motivo de orgulho, ao salientar que este tem sido um feito histórico de inclusão social.
 Numa rápida declaração, o Presidente dos EUA destacou que o país quer “ajudar de toda a forma possível o Brasil a realizar todo o seu potencial”.