Presidente de Moçambique visita Portugal em Julho

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Presidente de Moçambique visita Portugal em Julho

Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e Moçambique estiveram na sexta-feira reunidos em Maputo para analisar a relação bilateral e preparar a visita do Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, a Lisboa.

 A visita acontecerá em Julho, disse o chefe da diplomacia moçambicana, Oldemiro Ba-lói, à saída do encontro, embora não tenham sido avançadas as datas concretas e é a primeira deslocação que o chefe de Estado de Moçambique realiza a um país euro-peu.

 "É um sinal forte que o Presidente Nyusi vai dar", afirmou Balói, salientando também o objectivo de expressar "o compromisso da manutenção e desenvolvimento das excelentes relações entre os dois países".

 A agenda da visita inclui "todos os aspectos relevantes para a sustentação da relação e seu potenciamento, perante novos desafios e novas soluções, de A a Z", descreveu genericamente o governante, sem se pronunciar sobre a circulação de pessoas entre os dois países, ainda afectada por queixas de muita burocracia.

 Durante a reunião, os dois ministros passaram em revis-ta a relação bilateral, disse ainda Balói, sem especificar, mas fazendo "uma avaliação redundante, porque é sempre a mesma, continua a correr bastante bem" e a visita de Nyusi a Portugal "também ilustra o nível de relações entre os dois países".

 Do ponto de vista bilateral, afirmou por seu lado o minis-tro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, "não há problemas complicados a resolver", declarando o interesse em alcançar "uma cooperação cada vez mais frutuosa" com Moçambique.

Rui Machete lembrou que a sua visita a Maputo teve como principal objectivo representar Portugal nas cerimónias dos 40 anos da independência de Moçambique, assinaladas na quinta-feira, e expressar o "regozijo pelo caminho que o país tem seguido na afirma-ção da sua autonomia e independência e do progresso da sua sociedade", embora "haja ainda muito caminho a percorrer, como todos os Estados que afirmam a sua personalidade".

 Também sem entrar em deta-lhes sobre os "três ou quatro assuntos" abordados na reunião, Machete disse que não tem de se pronunciar sobre a situação interna de Moçambique e à ameaça de instabilidade política e militar, motivada pela recusa da oposição da Renamo em reconhecer os resultados das últimas eleições, mas acabou por fazer um breve comentário.

 "Têm sido dados passos muito importantes e muito inteligentes por parte do Governo de Moçambique, no sentido de garantir a estabilidade governativa e isso é muito importante e apreciado por nós", observou.