Presidente de Moçambique pretende reduzir pobreza e fazer respeitar Estado de direito democrático

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Armando Guebuza

Armando Guebuza, Presidente moçambicano empossado quinta-feira, elegeu a luta contra a pobreza como o principal objectivo dos próximos cinco anos e prometeu “respeitar e fazer respeitar o Estado de direito democrático e justiça social”.

 Reafirmando que será Presidente de todos os moçambicanos, Armando Guebuza, que vai cumprir o segundo e último mandato na sequência da vitória nas eleições de 28 de Outubro, disse que é chegado o momento de pôr de lado as diferenças políticas e “dedicar todas as energias” à luta contra a pobreza, um “confrangedor e degradante fenómeno”.
 O discurso de Armando Guebuza marcou o final de uma longa cerimónia de posse na Praça da Independência, no centro de Maputo, a que assistiram chefes de Estado e de Governo dos países vizinhos. Afonso Dhlakama, líder da Renamo, o segundo maior partido, não esteve presente, mas Daviz Simango, presidente do MDM, terceira força política, compareceu.

 Na tribuna de honra estiveram os Presidentes da República Democrática do Congo, do Malawi, da Namíbia, da Tanzânia, da Zâmbia, da África do Sul e do Zimbabwé. À chegada, Robert Mugabe ignorou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado (que lhe estendeu a mão), cumprimentando no entanto todos os outros presentes, à direita e esquerda do ministro.
 A praça encheu-se também de milhares de convidados, incluindo todo o elenco governamental quarta-feira exonerado, devendo alguns dos ministros transitar para o novo Governo, que será anunciado em breve por Armando Guebuza.

 A chegada do Presidente foi saudada com o hino nacional, tendo Armando Guebuza depois passado revista às forças em parada (dos três ramos das Forças Armadas) e assistido a orações das principais igrejas presentes em Moçambique, nomeadamente a católica, muçulmana e hindu.
 Com música e danças pelo meio, num dia de intenso calor, foi a investidura o ponto al-to do dia, quando Armando Guebuza leu e assinou o ter-mo de posse e recebeu os símbolos do poder das mãos do presidente do Conselho Constitucional: a Bandeira Nacional, a Constituição, o Emblema da República, o Pavilhão Presidencial e o Martelo.

 Eram 11:45 quando Luís Mondlane, presidente do Conselho Constitucional, afirmou: “declaro o cidadão Armando Emílio Guebuza investido no cargo de Presidente da Re-pública de Moçambique”. O Presidente beijou então a mulher.
 Armando Guebuza fez depois o discurso de posse, em que garantiu cumprir as promessas eleitorais e fez um balanço dos cinco anos de governação.
 A longa cerimónia terminou com a execução do hino nacional pela banda militar e o disparo de 21 salvas de canhão.