Presidente de Cabo Verde afirma que futuro da língua portuguesa está em África e no Brasil

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O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, afirmou que o futuro da língua portuguesa está em África e no Brasil, defendendo a sua utilização em organizações internacionais.

Numa mensagem a propósito da comemoração do Dia Mundial da Língua Portuguesa, que se assinala em 05 de Maio próximo pela primeira vez, o chefe de Estado, que detém a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), destacou que o português é falado em oito países, nos quatro continentes, por mais de 250 milhões de pessoas.

“Se o passado fez dela língua da primeira globalização, hoje o português é das línguas mais utilizadas na internet e nas redes sociais, o que lhe dá uma importância global e reforça o seu papel no futuro. Futuro esse que passa, em muito, pela sua expansão fora da Europa, nomeadamente no continente africano e no Brasil”, enfatizou o chefe de Estado.

Sobre a importância da promoção da língua, Jorge Carlos Fonseca recordou que a cidade da Praia acolhe a sede do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP): “Organismo importante e cujos esforços para a sua divulgação e expansão devem ser reconhecidos e apoiados, por todos nós”.

A decisão de instituir o Dia Mundial da Língua Portuguesa foi ratificada em Novembro passado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, na sigla em inglês), com o presidente em exercício da CPLP a “lançar o apelo” para o futuro do 05 de Maio.

“Um dia de múltiplas actividades e acções de promoção e divulgação desta nossa língua. Que possamos estabelecer uma rede de actividades, em várias cidades, juntando organismos estatais, particulares, escolas, institutos, e projectemos uma verdadeira Festa da Língua, com a participação de professores e escritores”, exortou.

Jorge Carlos Fonseca afirmou ainda ser necessário transformar a língua portuguesa “cada vez mais” num “instrumento de trabalho, nas organizações internacionais mais importantes”.

“E que os nossos jovens façam dela uma ferramenta essencial para a aquisição de conhecimentos e a sua formação como homens e mulheres, capazes de garantir um mundo melhor, mais livre, mais solidário e mais justo”, concluiu.

Integram a CPLP Angola – que assume este ano a sua presidência rotativa -, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor-Leste.