Presidente da República condecorou campeões mundiais de hóquei em patins em Belém

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recebeu na terça-feira os campeões mundiais de hóquei em patins no Palácio de Belém, em Lisboa, e enalteceu as características que fizeram dos jogadores “os melhores do mundo”.

 “A humildade, dedicação sem limites, unidade da equipa, capacidade de sacrifício, coragem física, nisto a somar à inteligência, lucidez, paciência, preparação e sentido claro das prioridades, fez de nós sermos, de longe, os melhores”, exclamou.

 Em cerimónia de condecoração dos jogadores e do corpo técnico da selecção nacional de hóquei em patins campeão do mundo, na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa realçou a importância do hóquei em patins em Portugal e elogiou a comitiva por aliar, em pouco tem-po, a conquista do Mundial ao Europeu conquistado em 2016.

 “A patinagem, em geral, e o hóquei em patins, em particular, constituem modalidades há muito queridas dos portugueses. Há três anos, aqui vieram os nossos campeões da Europa, alguns dos quais os mesmos de hoje. Juntar o Europeu ao Mundial, em tão curto espaço de tempo, é uma realidade na qual todos já tínhamos saudades”, disse.

 O chefe de Estado, que recebeu das mãos de Luís Sénica, presidente da Federação Portuguesa de Patinagem (FPP), um ‘stick’, um galhardete da FPP, uma camisola e as caneleiras utilizadas por Ângelo Girão, elogiou o guarda-redes da selecção, que foi a principal figura do campeonato do mundo.

 “Como gostaria de ter sempre a serenidade de Ângelo Girão na defesa dos lances impossíveis, porque o que conta é a consistência. Defender várias vezes é obra, defender sempre é praticamente impossível. Se todos tivermos esta consistência e serenidade, Portugal será uma pátria ainda melhor”, afirmou.

 Luís Sénica expressou o sentimento de “orgulho e honra” ser recebido pelo Presidente da República e manifestou vontade de continuar a levantar bem alto o nome de Portugal.

 “É para nós um orgulho e uma honra ser recebido por Vossa Excelência. Sabemos quanto valoriza e reconhece os êxitos do desporto português e hoje estamos aqui para enaltecer os êxitos da patinagem. O tempo não pára, mas também não pára a nossa vontade de representar Portugal”, sublinhou.

 Após a recepção, em Belém, os campeões do mundo  prestaram homenagem a António Livramento, ao depositar uma coroa de flores em memória do antigo hoquista, no Cemitério de Benfica.

 

* Ângelo Girão e João Rodrigues consideram pertencer  a “geração de ouro”

 

 Os hoquistas Ângelo Girão e João Rodrigues, campeões mundiais de hóquei em pa-tins, consideraram pertencer a uma “geração de ouro” da modalidade e mencionaram que a amizade e coesão do grupo “fez a diferença”.

 “Fala-se muito em gerações de ouro, Portugal teve muitas e acho que estamos na presença de mais uma. Há muita qualidade hoquística, mas, acima de tudo, muita qualidade humana. Isso, no final, faz a diferença”, afirmou Ângelo Girão, merecendo a concordância do capitão João Rodrigues, que acrescentou: “Não podemos parar de trabalhar, temos de continuar este caminho para repetir este sucesso.”

 Ângelo Girão, que foi a principal figura da selecção nacional, agradeceu os elogios atribuídos pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, durante a cerimónia de condecoração dos campeões mundiais, na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém, em Lisboa.

 “Fico extremamente agradecido, são palavras muito bonitas. Claro que estou muito orgulhoso com a minha prestação no Mundial, mas tenho de ressalvar que a prestação foi global. A equipa esteve fantástica, fo-mos todos um bloco muito unido e coeso”, disse.

 O guarda-redes, que já havia sido campeão europeu pela seleção portuguesa em 2016, confessou ser “um dos momentos mais altos” da sua carreira e mostrou vontade em “voltar a dar alegrias” a Portugal.

 “Para nós, é muito importante estar aqui, é um sentimento de grande orgulho e um espelho do reconhecimento por parte do nosso Presidente. É um dos momentos mais altos da nossa carreira e esperamos poder estar presentes noutras competições para voltar a dar alegrias ao nosso povo, que tanto merece”, sublinhou.

 O capitão João Rodrigues, que considerou que o guarda-redes tem “uma quota parte muito grande” no título conquistado, expressou o mérito na conquista e manifestou vontade de vencer mais vezes, em representação de Portugal.

 “Pelo menos durante dois anos seremos a melhor selecção do mundo. É um estatuto que conseguimos com todo o mérito, de forma épica conseguimos ultrapassar cada eliminatória. Queremos continuar a dar alegrias aos portugueses, porque não há nada mais gratificante do que representar o nosso paí da melhor maneira”, disse.

 O atleta, que representa os espanhóis do Barcelona, agradeceu o carinho dos portugueses e demonstrou satisfação pelo momento mediático que o hóquei em patins vive em Portugal.

 “Nunca mais nos vamos esquecer deste pós-Mundial e deste carinho fantástico que os portugueses nos têm dado. O hóquei atravessa um momento fantástico em Portugal, através também do investimento dos clubes portugueses com popularidade muito grande. Com a vitória da selecção, dá um impulso muito grande à modalidade”, explicou.

 Após a recepção, em Belém, os campeões do mundo vão prestar homenagem a António Livramento, e depositar uma coroa de flores em memória do antigo hoquista, no Cemitério de Benfica.

 Portugal sagrou-se campeão mundial de hóquei em patins no penúltimo domingo, em Barcelona, 16 anos depois da última conquista, vencendo a Argentina por 2-1 no desempate por grandes penalidades, após um nulo no final do encontro.