Presidente da Liga propõe interdição de estádio se jogo for interrompido por arremesso de objectos

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Presidente da Liga

Presidente da Liga O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) propõe a interdição imediata do estádio se um jogo for interrompido durante mais de cinco minutos devido ao arremesso de objectos, disse fonte ligada ao processo.

  Numa reunião realizada na sede do organismo, Fernando Gomes apresentou aos clubes as suas propostas de alteração ao regulamento disciplinar, que representam mudanças “fortes na disciplina da Liga” e tiveram “um bom acolhimento” por parte dos representantes dos emblemas.

  Uma fonte da Liga tinha dito que as reuniões entre a Direcção do organismo e juristas dos clubes decorriam desde quarta-feira, com o objectivo de discutir propostas de ambos os lados de alteração ao regulamento disciplinar, a votar na Assembleia-Geral ordinária marcada para 27 de Junho.
  No que diz respeito ao arremesso de objectos, Fernando Gomes, que cum-priu um ano de mandato em 7 de Junho, propõe a interdição imediata do estádio ou a realização de um a três jogos à porta fechada e multa para os casos em que daquele acto resulte uma interrupção do jogo superior a cinco minutos.

  Se a interrupção for inferior a cinco minutos é proposta a aplicação de uma multa no primeiro jogo e, em caso de re-incidência, a realização de um a três jogos à porta fechada ou a interdição do estádio. Se o arremesso de objectos não tiver reflexos no jogo, é proposta apenas uma multa.
  À semelhança do que acontece nos tribunais, Fernando Gomes preconiza ainda a conversão das multas em unidades de conta, que este ano valem 102 euros cada.

  O presidente da Liga pretende ainda que seja criada uma comissão de inquérito para tratar de toda a inquirição. O objectivo é separar quem julga de quem faz o inquérito, para tornar o processo mais célere e reservar a Comissão Disciplinar para decidir perante a prova que lhe for apresentada.
  Fernando Gomes propõe ainda penalizar com maior dureza as declarações presta-das antes dos jogos, mas já depois de os juízes terem sido nomeados, que ponham em causa a imparcialidade e a competência técnica dos árbitros.

  Ao defender que estas declarações sejam punidas com multas entre as 50 e as 250 unidades de conta (5.100 e 25.500 euros aos valores actuais), está a propor um agravamento do valor a pagar pelos infractores em mais de cinco vezes, pois actualmente a multa varia entre os 1.000 e os 5.000 euros.