presidente da Federação, Joaquim Coimbra, acredita que hóquei patinado vai ganhar nova dimensão

0
63
presidente da Federação

presidente da FederaçãoJoaquim Coimbra  é o presidente da Federação de Hóquei em Patins da África do Sul. Nas suas horas vagas dedica-se à modalidade com a preciosa ajuda da sua equipa do Comité. Começa por analisar o momento actual da modalidade entre nós:

 “Em termos internacionais estamos a artravessar um momento alto, pois a nossa Se-lecção ascendeu ao Grupo “A” dos mundiais”
 Será um sobe e desce?
 “Não sei, só o tempo o dirá, por norma é isso que aconte-ce. mas  vamos tudo fazer para fugir à regra e mantermos entre os grandes do hóquei Mundial.”
 Como explica essa ascenção, a primeira no vosso historial?
 “Deve-se a muito trabalho de todos, da equipa técnica e da dedicação dos jogadores que  se iniciaram quando tinham apenas 7 anos de idade, Tais como os guarda-redes Fernando Maia e Nuno Viseu;  Cláudio Araújo (cap) e seu irmão Leandro Araújo. Raúl Teles, Ricardo de Sousa, Nelson Mendes, Justin da Costa, Michael Guerra e o primo Re-nato. Não esquecendo o técnico Jorge Morais, mais o adjunto Carlos Isidro, o director David de Sousa e Jorge Agrela como representante da Federação. Foi o trabalho de uma equipa coesa que tornou isto possível.Estão todos de parabens.”
 Apesar desta gloriosa ascenção o púbico não comparece nos recintos?

 “Infelizmente apesar das nossas promoções o público está completamente alheio ao hó-quei em patins. Mas devo dizer que noutras modalidades consideradas nobres no panorama sul-africano, tais como o futebol, o criquete e mesmo o ténís mostram ín-dices de assistência muito baixa. Nós dirigentes e joga-dores gotaríamos de voltar aos tempos áureos do hóquei em patins dos anos 70. Mas essa, era outra geração, havia rivalidade e mais clubes e os portugueses viviam em áreas bem próximas dos recintos desportivos e estavam arreigados à festas e tradições portuguesas nas colectividades. A evolução tecnológica dos últimos 30 anos para além dos seus benefícios, fez afastar a Juventude das suas raízes. Para eles faz muito mais sentido jogar na playstation, ver um jogo na televisão ir a uma discoteca do que vir assistir a um evento desportivo. O hóquei sofre esses efeitos do progresso, assim como as outras modalidades.”

 Mas mesmo devido a esses contratempos a vossa luta não para?
 “É certo, apesar dos nossos esforços  ainda somos criticados e apontados como a causa deste desinteresse”
 A população envelheçeu e muitos foram-se embora…
 “Isso é verdade. Os adeptos do hóquei envelheceram foram para outras paragens e as distâncias e a insegurança aumentaram. Devo dizer que na APF  de Vanderbijlpark ainda contamos com público nas bancadas.”
 E quanto ao Campeonato Nacional?
 Vai realizar-se na cidade de Vanderbijlpark no Pavilhão da APF de 27 de Marco a 2 de Abril. Quero aproveitar a oportunidade para pedir aos adeptos para encherem as bancadas e dar nova vida ao nosso hóquei. Os nossos jogadores merecem”
 Existem jogadores sul-fricanos nas vossas equipas?
 “É com orgulho que posso afirmar que em três escalões já contamos com 20% joga-dores sul africanos de raça negra. É bom para a modalidade.”
 Mas o equipamento para a prática da modalidade é caro?

 “O equipamento completo custa perto de cinco mil randes mas é de longa duração, isto é podem praticar a modalidade durante vários anos.”
 Como surgiu o intercâmbio, o apoio que têm recebido da Federação de Hóquei da Catalunha?
 “Foi há cerca de cinco ou seis anos durante a nossa participação na “Copa América” que foi disputada no Brasil com o apoio da Catalunha. Foi através de António Rocha do Comité Internacional de Árbitros e Boaventura Rodrigues um homem que gosta do hóquei e do continente africano.
 Tive o prazer de ser apresentado ao presidente Ramon Baciana da Federação de Hóquei da Catalunha, a Jordi Camps director técnico, Álvaro Triano, relações públicas e  José Maria Bárbara o treinador formador. Já cá esteve a ensinar a treina-dores e jogadores nossos.
 Antes do Mundial “B” a nossa Selecção estagiou na Catalunha e teve três elementos a acompanhá-la durante a prova.”

 Agora vão ter mais jogadores a estagiar lá…
 “Já lá está a Monique Jardim e em breve partirá a Anabela Peleias. Mais tarde contamos enviar duas equipas de infantis e juvenís para estagiarem.”
 Planos para o futuro?

 “Manter o nosso quadro técnico por mais quatro anos com a colaboração de Jorge Morais, Carlos Isidro, David de Sousa e Jorge Agrela e os jogadores.
 Quero aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos aqueles que tudo fizeram para o hóquei continuar. Não esqueço o Víctor Peleias  que nasceu para o hóquei e é um eterno amante da modalidade. A Celeste Domingues do Sporting. No Comité da Federação estou rodeado de mulheres   com os nomes firmados, como a Cândida Silva, Corina Silva, Célia Carrilho a Zani Fourie do Cabo, bem como homens  da dimensão do Jorge Agrela e Victor Silva.

 Agradeço o apoio recebido dos clubes, tais como o APF de Vanderbijlpark, o Sporting a ACP Pretória, o Núcleo que recentemente inaugurou o seu campo. de jogos. Não posso esquecer os atletas e os pais que tudo têm feito para que o hóquei em patins não morra na África do Sul.
 Antes de terminar gostaria de pedir desculpa ao público pela não realização do Torneio com Moçambique. Simplesmente à última da hora eles desistiram de comparecer. A idéia foi dos dirigentes moçambicanos, mas mudaram. Nós tinhamos tudo preparado. Foi uma pena. Peço desculpa por tudo.”