Presidente da África do Sul vai ao Brasil participar na Conferência Rio+20 sobre o Ambiente

0
46
Presidente da África do Sul vai ao Brasil participar na Conferência Rio+20 sobre o Ambiente

Os presidentes Jacob Zuma (África do Sul) e Vladimir Putin (Rússia), além dos primeiros-ministros da Índia, Manmohan Singh, e da China, Wen Jiabao, confirmaram participação na Conferência Rio+20, de 20 a 22 de junho, no Rio de Janeiro. Todos pertencem ao chamado Brics.

 Por enquanto, 116 chefes de Estado e de Governo informaram que estarão presentes às discussões. Muitos governos enviarão ministros e assessores para o evento por dificuldades com a agenda política interna. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por exemplo, estará em campanha pela a reeleição.
 O ministro das Relações Exteriores do Brasil, António Patriota, disse que o desafio da conferência é buscar o consenso, sem acentuar as diferenças.
 “A proposta da Rio+20 é lançar um olhar crítico, com equilíbrio e [buscando resolver as] lacunas, mostrando as áreas em que avançámos. Os países individualmente podem mostrar isso, mas existem outras áreas em que os avanços foram negligenciados”, disse o ministro, definindo as dificuldades em alinhavar consensos.

 Porém, segundo Patriota, os desafios não podem afectar a expectativa de que a Rio+20 consagrará um marco sobre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e economia verde, definindo um novo padrão para o sector. “A diplomacia consiste em conciliar multiplicidade de interesses. O interessante nesses objectivos é que se dirigem a todos os países da comunidade internacional.”
 O porta-voz do Itamaraty, embaixador Tovar Nunes, acrescentou ainda que, como anfitrião do evento, o Brasil tem o papel de ser promotor da busca de consensos. “Como anfitriões, os brasileiros devem

servir como uma espécie de ponte entre as polarizações existentes, buscando a consolidação de uma agenda positiva”, disse ele.
 Nos debates que antecederam à conferência e durante a Rio+20, os brasileiros desta-carão a necessidade de conciliar as questões relativas à preservação ambiental, ao desenvolvimento sustentável e à economia verde com inclusão social. As autoridades querem mostrar que os avanços registados no país credenciam o Brasil para a proposta.
 Nas discussões, os brasileiros também defenderão a participação de populações excluídas nos debates. Graças a isso, haverá um espaço exclusivo para esses grupos e para as organizações não governamentais no Aterro do Flamengo, no Rio, denominado Cúpula dos Povos.