Preocupação com revolva fiscal devido à proibição de álcool

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  A indústria de produção de bebidas alcoólicas está a apelar ao Governo para providenciar alívio no que toca a certas taxas de impostos. As preocupações aumentam no que respeita a empresas de fabrico de álcool simplesmente não sejam capazes de pagar os impostos e poder acabar numa revolta fiscal a nível nacional.

  Faltam algumas semanas até que o ministro das Finanças Tito Mboweni anuncie as propostas fiscais no discurso do orçamento de Estado no próximo mês. Com as enormes perdas de emprego, a proibição da venda de álcool e a maioria dos sul-africanos num precipício financeiro, o Governo está numa corda bamba em relação ao fisco. O CEO da Distell, Richard Rushton afirmou que a indústria de produção de bebidas alcoólicas está sobre uma pressão extrema.

  “Pagamos cerca de 2 biliões de randes por mês em taxas ao SARS e acabámos de passar um período em Dezembro e uma proibição de venda. Isso resulta em vendedores com stock e uma possibilidade de não nos pagarem e isso, por sua vez, não nos possibilita pagar ao SARS e por isso estamos a pedir dispensa quanto a esses montantes”.

  Em Julho e Agosto do ano passado a indústria de produção de bebidas alcoólicas teve uma isenção de 5 biliões de randes.

  Em Novembro, o ministro das Finanças, Tito Mboweni afirmou que existia um buraco fiscal de 300 biliões de Randes que precisa de ser suplantado, mas ainda não é claro como o fará ou se será possível fazê-lo. Há também a preocupação que a falta de impostos tenha o efeito negativo no pagamento de subsídios sociais.