Prémio Nobel da Paz atribuído ao Programa Alimentar Mundial

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O Prémio Nobel da Paz foi atribuído na sexta-feira ao Programa Alimentar Mundial (PAM) pelos esforços para combater a fome e para melhorar as condições para a paz em zonas de conflito, anunciou o Comité Nobel Norueguês.

  O anúncio foi feito em Oslo pela presidente do comité, Berit Reiss-Andersen, que justificou a distinção do PAM com “os seus esforços para combater a fome, o seu contributo para melhorar as condições para a paz em áreas afectadas por conflitos e por agir como uma força motriz nos esforços para prevenir o uso da fome como uma arma de guerra e de conflito”.

  A lista de candidatos da edição de 2020 do Nobel da Paz tinha 211 pessoas e 107 organizações e o laureado irá receber o prémio de dez milhões de coroas suecas (quase um milhão de euros), além de um diploma e uma medalha.

  A cerimónia de entrega do prémio acontecerá a 10 de Dezembro, em Oslo, na Noruega, e contará com a presença de apenas cerca de 100 convidados.

* Distinção é “momento de orgulho” – diz Programa Alimentar Mundial

  O Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas recebeu com orgulho a notícia da sua distinção com o Prémio Nobel da Paz, disse um porta-voz da organização momentos após o anúncio do Comité Nobel Norueguês.

  “É um momento de orgulho”, disse Tomson Phiri numa conferência de imprensa regular em Genebra, pouco após saber em directo que a sua organização tinha sido distinguida.

  “Uma das belezas das actividades do PAM é que não só fornecemos alimentos para hoje e amanhã, mas também damos às pessoas os conhecimentos necessários para se proverem nos dias que se seguem”, disse o porta-voz.

  Fundado em 1961 com sede em Roma e integralmente financiado por contribuições voluntárias, o PAM diz ter distribuído 15 biliões de refeições e assistido 97 milhões em 88 países no ano passado.

  Apesar da dimensão dos números, a organização diz que representam apenas uma fração das necessidades totais.