Prémio Camões-2013 disserta na Universidade de Witwatersrand em Joanesburgo

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Prémio Camões-2013 disserta na Universidade de Witwatersrand em Joanesburgo

Numa iniciativa conjunta da Embaixada de Portugal na África do Sul e do Con-sulado-Geral de Portugal em Joanesburgo,  que contou com o patrocínio do  Instituto Camões da Cooperação e da Língua, do ESPERAS/Ensino de Português na África do Sul; da Universidade de Witwater-sand  em Joanesburgo; da Universidade de Pretória; da Universidade da Cidade do Cabo e da Alliance Française, o escritor Mia Couto proferiu a sua primeira palestra na passada quarta-feira, dia 25, no Centro de Conferências Wiser, no Richard Ward Building, na Universidade do Witswatsrand.

 Escusado será dizer que o salão estava repleto, contando-se com a presença da cônsul-geral de Portugal em Joanesburgo, dra. Luísa Fragoso, o cônsul geral de Moçambique na África do Sul, Damasco Gabriel Mathe, outras individualidades, professores universitários e alunos bem como os leitores dos seus livros que também quiseram marcar presença.

 A dra. Ana Rocha, responsável pelo ensino de português na Universidade de Witwatersrand, apresentou o escritor Mia Couto.

 Não se esqueceu de mencionar que Mia Couto nas-ceu na Beira, em Moçambique, filho de portugueses e que durante a sua infância e o seu crescimento, foi assimilando as diferentes culturas do mozaico da população de Moçambi-que. A certo ponto da sua intervenção a dra. Ana Rocha afirmou: “Perdemos um biólogo – mas ganha-mos um Escritor!

 Durante a sua palestra, Mia Couto afirmou que desde  muito  pequeno  começou a compreender e assimilar a Verdade e a Grandeza do Mundo.

 Quer na escola quer nos seus tempos livres Mia Couto foi exposto às dife-rentes ideologias, línguas, religiões que moldaram a sua personalidade.

 Durante a sua palestra, Mia Couto mencionou que a sua vivência em Moçam-bique enriqueceu a sua vida no tocante a compre-ender e a integrar-se nos conceitos do Humanismo.

 Para ele a Língua é Uni-versal – é o meio de comunicação entre pessoas de vários grupos étnicos e de ideologias  religiosas. Nunca devem servir para separar mas para unir e aproximar a humanidade.

 Um facto a realçar nesta palestra, foi a presença dos alunos de português da dra. Ana Rocha, que tiveram a sua intervenção. Cada um leu em português e inglês, pequenos trechos dos livros do escritor – que mereceu o aplauso dos presentes.

 No final da sua intervenção, Mia Couto respondeu a algumas questões que lhe foram postas sendo uma delas relacionada com os ambientalistas  e a sua condição de biólogo.  A resposta foi que tem de existir um entendimento entre as duas facções para se evitar a fractura.

 Quando lhe perguntaram se como laureado com o Prémio Camões, estaria disposto a apoiar um jo-vem escritor que lhe qui-sesse seguir as suas passadas, respondeu muito diplomaticanente que Não. Explicando que um poeta, um escritor tem a sua ideologia própria – por isso ninguém pode ser seguidor de um Pensamento pró-prio.

 

  • Conferência do escritor moçambicano Mia Couto na Universidade de Pretória

 

Com as boas vindas e agradecimentos às presen-ças nessa noite, a cargo do Professor Sthefan Muerhr, chefe do Departamento de Línguas Europeias Modernas da Universidade de Pretória, e o leitor Miguel Gullander, professor de cursos livres para iniciados de língua portuguesa na Universidade de Pretória, na apresentação de Mia Couto, assistiram à conferência daquele escritor moçambicano, Prémio Camões 2013, na noite de quinta-feira passada, 26 de Setembro, nesta mesma Universidade da capital sul-africana, mais de setenta individualidades, entre as quais e como entidades oficiais: o embaixador de Portugal na África do Sul, dr. Ricoca Freire e esposa; o embaixador do Brasil Pedro Carneiro de Mendonça e esposa; a cônsul-geral de Portugal, em Joanesburgo, dra. Luísa Fragoso; a conselheira da nossa embaixada, dra. Ana e Brito Maneira; o coordenador do ensino de português na África do Sul, dr. Rui Azevedo, professoras e professores ligados à Coordenação de Ensino; o casal de comendadores Estêvão e Manuela Rosa e outras figuras de relevo da comunidade, dras. Fernanda Jones, Leonete Larisma e Irene Gouveia, Tony Costa, Carlos e Nela Calado, sendo a grande maioria de outras nacionalidades, tais como sul-africana, moçambicana, camaronesa, senegalesa, togolesa e maliana.

Finda a conferência foram todos os que a ela assistiram, convidados a tomar parte no beberete que se seguiu em aposentos contíguos, de algumas guloseimas e petiscos preparados para esta ocasião.