Portugueses elegem no próximo domingo 21 deputados para o Parlamento europeu

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Portugueses elegem no próximo domingo 21 deputados para o Parlamento europeu

Os portugueses vão eleger no próximo domingo, dia 25 de Maio, os 21 deputados portugueses que irão fazer parte do universo de 751 parlamentares eleitos nos 28 Estados membros da União Europeia.

 O Parlamento Europeu, o órgão que representa na Unão Europeia a voz dos 500 milhões de cidadãos europeus, é constituído actualmente por sete grupos políticos, que representam mais de 160 partidos políticos nacionais de toda a Europa.

 O direito de voto abrange igualmente os emigrantes portugueses e na África do Sul os cidadãos recenseados nos cadernos eleitorais podem exercer esse direito nos próximos sábado e domingo nos Consulados de Portugal.

 

* Juncker recomenda aos portugueses que “não acreditem nos socialistas”

 

 O candidato do Partido Popular Europeu (PPE) à Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, recomendou no sábado aos portugueses que “não acreditem nos socialistas”, que comparou ao navegador Cristóvão Colombo.

 “Não acreditem nos socialistas”, declarou o ex-primeiro-ministro do Luxemburgo, durante um jantar comício da coligação PSD/CDS-PP para as eleições europeias, na Trofa.

 “Eles lembram-me um dos vossos compatriotas mais prestigiados: Cristóvão Colombo. Quando partia nunca sabia para onde ia, quando chegava nunca sabia onde estava, e era o contribuinte que pagava a viagem. É desta forma que procedem os socialistas dos nossos dias”, acrescentou Juncker.

No seu discurso, o candidato do PPE à Comissão Europeia considerou que “Portugal entrou recentemente numa fase difícil da sua história”, não devido “aos erros do povo português”, mas “aos erros cometidos num passado recente”, antes do actual Governo PSD/CDS-PP assumir funções.

 Em seguida, Juncker disse ter constatado, “com algum divertimento, que o PS apresentou um programa de Governo”, acrescentando: “Eu preferia que eles tivessem tido um programa responsável quando estavam no Governo”.

 Por outro lado, elogiou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o “comportamento responsável” de PSD e CDS-PP durante o anterior executivo e deixou um recado à actual liderança do PS: “Eu gostaria que a oposição de hoje fosse tão séria e responsável como foi a oposição de ontem”.

 O ex-presidente do Eurogrupo fez uma intervenção em francês, que foi sendo traduzida para português, mas no início saudou os presentes em português, erguendo uma bandeira da coligação PSD/ CDS-PP: “Boa noite, Trofa. Boa noite, Portugal. Boa noite, Aliança Portugal”.

 

* Juncker elogia “excelente trabalho” e “impressionante” “saída limpa”

 

 O candidato do Partido Popular Europeu (PPE) à presidência da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, defendeu que Portugal fez “um excelente trabalho”, com uma “impressionante” “saída limpa”, afirmando que os resultados vão chegar à vida das pessoas.

 “Desde o programa de resgate, Portugal fez um excelente trabalho, conseguiu uma saída limpa, e isso é muito impressionante. Outros na Europa admiram Portugal e os portugueses porque sabem que este plano de resgate teve como consequência duros sacrifícios pagos pela população, em geral, e pelos mais fracos”, afirmou Jean-Claude Juncker.

 O candidato do PPE à presidência da Comissão falava aos jornalistas no final de uma visita a uma fábrica de massas alimentares, cereais e bolachas, na Maia, acompanhado pelo cabeça de lista da Aliança Portugal, Paulo Rangel, e pelo primeiro candidato do CDS-PP, Nuno Melo.

 Na comitiva, seguiam também o ex-presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, e o presidente do Conselho Económico e Social (CES), Silva Peneda, entre outros.

 “Penso que Portugal está no bom caminho, voltou a conseguiu acesso aos mercados financeiros. Isto não ajuda os desempregados logo no primeiro segundo, mas acredito que a situação vai melhorar”, declarou Juncker.

 O antigo primeiro-ministro luxemburguês disse que nunca dá conselhos a outros governos “na forma de recomendações públicas”, frisando que considera que “Portugal está a sair-se bem”.

 “Sei que o plano de resgate foi fortemente criticado, mas os resultados agora estão aí, ainda não estão aí tão rapidamente no que às pessoas diz respeito, mas vão chegar. O desemprego está a diminuir, as trocas comerciais com o estrangeiro estão a melhorar, as exportações estão a melhorar, todos os indicadores apontam para uma melhor situação”, afirmou.

 

* Rangel acusa PS de eleitoralismo e declara-se “chocado”

 

 O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP ao Parlamento Europeu, Paulo Rangel, acusou ontem o PS de eleitoralismo pela apresentação de um “pseudo Programa de Governo” a oito dias das eleições europeias e declarou-se “chocado”.

 “Eu estou verdadeiramente impressionado, posso até dizer mais, estou chocado com os nossos adversários do PS”, afirmou Paulo Rangel, durante um jantar comício da Aliança Portugal, na Trofa.

 “Estamos em eleições europeias, temos propostas para a Europa, e o que é que nós vemos dos nossos adversários socialistas? Vemos que, em vez de fazerem propostas para a Europa, os socialistas vieram hoje, dia da saída da ‘troika’, apresentar um pseudo Programa de Governo”, referiu o social-democrata, considerando “uma vergonha” a atitude dos socialistas.

 Segundo Paulo Rangel, os socialistas puseram o país “na bancarrota, estiveram três anos sem querer colaborar com a coligação, com o Governo, sem dar uma sugestão”, mas agora, “a oito dias de eleições, vêm fazer 80 promessas”.

 “Ora, de promessas dessas Portugal e os portugueses não precisam”, acrescentou.

 O actual eurodeputado do PSD questionou como é que ainda são os socialistas a acusar o Governo de eleitoralismo por fazer “uma reunião do Conselho de Ministros”, por considerar que existem “condições de agora subir o salário mínimo” ou por anunciar que vai “repor 20% do poder de compra dos funcionários públicos”.

 “Os socialistas aproveitam o dia da saída da ‘troika’, o dia do fim do programa de resgate para apresentarem em Lisboa um Programa de Governo para 2015 ou 2016. Ainda dizem que nós temos o relógio trocado. Quem tem o calendário avariado são os socialistas. É inaceitável, é vergonhoso, é escandaloso que o PS apresente um programa de Governo no dia em que sai a ‘troika’”, reforçou.

 No mesmo sentido, o primeiro candidato indicado pelo CDS-PP e número quatro da Aliança Portugal, Nuno Melo, disse: “Os socialistas ao que parece decidiram apresentar hoje o seu Programa de Governo, e agora sou eu quem diz que os socialistas devem andar com o relógio avariado”.

 Segundo Nuno Melo, embora a convenção do PS ontem realizada se intitule “Novo Rumo”, quem discursou foram “velhas caras” e a “única novidade” foi a presença da ex-deputada do Bloco de Esquerda Joana Amaral Dias.

 Neste jantar comício, que contou com a participação do candidato do Partido Popular Europeu (PPE) à presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, tanto Paulo Rangel como Nuno Melo manifestaram não ter dúvidas de que o luxemburguês ocupará esse cargo.

 “É o melhor candidato à Co-missão Europeia que nós poderíamos ter. Estou à vontade, porque fui das primeiras pessoas que logo no final de setembro propôs o nome dele para presidente da Comissão Europeia. Conhece profundamente Portugal, os portugueses”, referiu Paulo Rangel.

 O social-democrata apontou Juncker como “um europeísta convicto” e “um grande amigo” dos portugueses, que no Eurogrupo “defendeu a permanência de Portugal no euro, a suavização das condições para o empréstimo que foi feito a Portugal”.

 

* Juncker promete terminar com “divisão idiota” entre Norte e Sul

 

 O candidato a presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker prometeu terminar com a “divisão idiota” entre Norte e Sul da União Europeia, depois de o centrista Nuno Melo ter feito um apelo nesse sentido.

 “Eu não aceitarei nunca que não se respeite a dignidade da Europa do Sul. Quero pôr fim a esta divisão idiota entre os países do Norte e do Sul. A Europa, a União Europeia precisa dos países do Sul. Sem o Sul, a Europa perderia o seu Norte”, afirmou Jean-Claude Juncker, na Trofa, distrito do Porto.

 O candidato do Partido Popular Europeu (PPE) à Comissão Europeia, que falava num jantar comício da coligação PSD/CDS-PP, defendeu uma “Europa mais social”, comprometeu-se com “a livre circulação”, elogiou os pequenos patrões, referindo que “não são capitalistas, criam emprego”, e aludiu à situação da Ucrânia, criticando o presidente russo: “Não aceitemos o que senhor Putin está a fazer às nossas fronteiras. Pare, senhor Putin, respeite o povo”.

 Numa intervenção anterior, o primeiro candidato indicado pelo CDS-PP e quarto na lista da Aliança Portugal, Nuno Melo, tinha pedido a Juncker que ajudasse “a construir uma Europa diferente, uma Europa seja verdadeiramente bloco”.

 “Peço-lhe que nos ajude a fazer parte da única Europa que eu concebo: uma Europa que não faça a diferença entre Norte e Sul, entre ricos e pobres, entre o pelotão da frente e o pelotão de trás, e entre católicos e protestantes, uma Europa que seja 28 e onde os portugueses estejam lado a lado de alemães e franceses, mas nunca sob a batuta de nenhum outro povo europeu”, completou o vice-presidente do CDS-PP.

 No início do seu discurso, Nuno Melo pediu também a Juncker que “nunca confunda” os portugueses com quem os governou “e trouxe a ‘troika’”.

 “Portugal é uma nação antiga e uma nação honrada com mais de oito séculos de história. Nascemos para o mundo muito antes da adesão à União Europeia, somos pertença da Europa com orgulho, passámos crises ao longo dessa história e ultrapassámo-las sempre, por uma razão que hoje a Europa e todo o mundo bem vê: Portugal tem um povo extraordinário”, acrescentou.

 

* Nogueira Leite pede a Juncker apoio a manifesto ‘nunca mais’

          

 O economista António Nogueira Leite deslocou-se ao jantar-comício da Aliança Portugal para pedir o apoio ao manifesto ´nunca mais’ por parte do candidato do Partido Popular Europeu à presidência da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

 À entrada para o jantar, no pavilhão industrial da Trofa, Nogueira Leite abordou Juncker, dizendo-lhes que o manifesto partiu da “sociedade civil” e não tem “nada contra um partido ou outro”, buscando o “comprometimento dos políticos” para que “a situação de 2011 não se repita”.

 “Se o puder subscrever, seria óptimo para nós”, pediu.

 O candidato do PPE remeteu a formalização desse apoio para depois do jantar.

 O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP, Paulo Rangel, tinha anunciado ao almoço, em Felgueiras, que os candidatos da Aliança Portugal e Jean-Claude Juncker assinariam o manifesto ´nunca mais’, desafiando o secretário-geral socialista, António José Seguro, e o cabeça de lista do PS às europeias, Francisco Assis, a fazer o mesmo.

 O manifesto, que tem como primeiro subscritor António Nogueira Leite, e que pede aos responsáveis políticos “responsabilidade” e “boas contas” e diz “nunca mais” à ´troika’, à “intervenção externa” e aos “programas de ajustamento”.

 O documento repete muitas das mensagens que a coligação PSD/CDS-PP tem veiculado na campanha eleitoral para as eleições europeias, como a da seguinte frase, que se lê no manifesto: “Não queremos voltar para trás”.

 

Paulo Portas apela para portugueses não votarem no partido do “pai do resgate”

 

 O líder do CDS-PP, Paulo Portas, acusou o ex-primeiro-ministro José Sócrates de ser o “pai do resgate e o padrinho da `troika´” apelando para que os portugueses não “façam a vontade ao PS” nas eleições europeias.

 No final do seu discurso na sede do CDS-PP, em Lisboa, para assinalar a data da saída `troika´, Paulo Portas disse assinalar a “coincidência esclarecedora” de o fim do “ciclo do memorando e o tempo do resgate” ocorrerem na mesma altura em que o PS anuncia que José Sócrates “vai fazer campanha e pedir o voto no Partido Socialista”.

“Talvez seja esta a melhor razão para cada um de nós como portugueses fazer um exame de consciência. Ele foi o pai do resgate, o padrinho da `troika´, o responsável por tanto sofrimento, não lhe façamos a vontade”, disse Paulo Portas, entre os aplausos dos elementos da Juventude Popular presentes na iniciativa.