Portuguesa que residiu na África do Sul suicidou-se no Dubai

0
58
Portuguesa que residiu na África do Sul suicidou-se no Dubai, atirando-se do edifício mais alto do mundo

Laura Vanessa Nunes, uma mulher de coração partido de 39 anos, saltou para a morte do último piso do Burj Khalifa, no Dubai, o edifício mais alto do mundo, que tem cerca de 800 metros de altura e comporta 163 pisos.

 Segundo o que o Daily Mail noticiou na passada terça-feira, o regime daquele país conseguiu esconder o sucedido, fazendo com que a informação só agora fosse divulgada.

 De acordo com o mesmo jornal britânico, a tragédia ocorreu no dia 16 de novembro na sequência de um desgosto amoroso. Laura encontrava-se no Dubai com visto de turista, mas procurava emprego naquele país. Possuía passaportes português e sul-africano, mas já há alguns anos que não residia em Joanesburgo, viajando com frequência pelo mundo.

Segundo as declarações de Leona Sykes, mãe de Laura, a mulher portuguesa manteve uma relação com um homem de negócios árabes em 2009. Laura, que se converteu ao islamismo em Abril de 2014, continuava apaixonada pelo homem, mas o amor não correspondido fez com que decidisse acabar com a própria vida ao invadir o edifício (que, segundo o jornal britânico, foi reforçada desde esse incidente) e atirou-se da torre.

Leona Sykes afirmou também que as autoridades dos Emiratos Árabes Unidos ter-se-ão recusado repetidamente a dar informações sobre a tragédia.

 Tendo, posteriormente, acedido às imagens de video-vigilância, foi possível perceber como Laura Vanessa furou a segurança do edifício. O vídeo mostra a mulher a caminhar em direcção aos painéis de vidro de segurança da plataforma de observação, no 148º piso do arranha-céus que fica a 550 metros de altura, e a colocar a sua cabeça através de um pequeno intervalo projectado para permitir aos turistas olhar para fora e tirar fotografias.

“Então ela colocou a cabeça para fora, inclinou o corpo e deslizou através da abertura. E ninguém notou”, confessou Leona ao Daily Mail. O corpo acabou por cair no terraço de um restaurante desse edifício, no 3º andar, o Amal, integrado no Armani Hotel.

Depois disso, o prédio limitou-se a melhorar a segurança no local, instalando barras que impedem os turistas de atravessar o espaço entre os painéis.

Não se conhecem, para já, as razões que levaram as autoridades dos Emirados Árabes a esconder este acontecimento.

A morte de Laura chegou aos jornais devido aos apelos desesperados da mãe, Leona Skyes, que viajou da África do Sul para o Dubai na tentativa de conseguir mais informações sobre a morte da filha. Porém, todos os detalhes têm-lhe sido negados pela Emaar Properties, que detém o Burj Khalif.