Português vítima de ataque terrorista em Londres quer indemnização

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Português vítima de ataque terrorista em Londres quer indemnização

Um português que foi ferido durante o ataque terrorista de 22 de março em Londres quer ser indemnizado pela seguradora do carro de aluguer usado por Khalid Masood, noticia a imprensa britânica.

 Francisco Lopes, de 26 anos, alega ter ficado com uso limitado da mão esquerda e com ferimentos nas pernas, além de sequelas psicológicas, como ataques de pânico e agorafobia.

 "Não consigo escapar ao terror. Quando fecho os olhos, lembro-me do carro quase a bater-me, o som de pessoas a gritar. Tenho pesadelos frequentemente. No outro dia so-nhei que estava noutro ataque terrorista", descreveu, citado pelo Evening Standard.

 Khalid Masood começou por atropelar várias pessoas que caminhavam no passeio na ponte de Westminster e esfa-queou um agente da polícia junto da entrada dos edifícios do parlamento britânico, acabando por ser abatido a tiro.

 Francisco Lopes, que trabalha no hospital próximo de St. Thomas, foi um dos últimos a ser acometido veículo conduzido por Masood antes de este chocar contra as grades do palácio de Westminster.

 Segundo o mesmo diário, o português continua de baixa e pede uma indemnização de milhares de libras contra a seguradora Zurich, que presta serviço à empresa de aluguer de automóveis Enterprise.

 "Eu tento ser como era antes, sem medo de nada, mas o que aconteceu mudou-me. Tenho medo de sair, medo do trânsito, e nunca mais conse-gui andar de bicicleta. Quero voltar à minha vida normal", afirmou Lopes.

 O Evening Standard refere que Francisco Lopes, residente no Reino Unido há 14 anos, é o primeiro a pedir indemnização pelo ataque, que matou quatro pessoas e feriu 50.

 Porém, acrescenta, este tipo de acções poderão ser facilitadas por alterações na legislação a favor de vítimas de actos de terrorismo.

 O português quer ser indemnizado para pagar o acompa-nhamento psicológico e tratamentos de fisioterapia, além da perda de rendimentos.

 A seguradora Zurich, citada pelo jornal, disse ter uma equipa de especialistas a estudar a situação em geral, recusando comentar o caso específico.

 "Foi um evento trágico e envolve aspectos muito complexos no que diz respeito ao seguro", referiu.